quarta-feira , 18 fevereiro 2026
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Portinho busca aval de Bolsonaro para candidatura ao Senado, mas decisão é de Flávio

Em visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou ter a intenção de se o candidato ao Senado pelo partido após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixar a disputa para concorrer ao Palácio do Planalto. Na conversa, segundo ele, ex-presidente reconheceu sua pré-candidatura, mas avisou que quem definirá os nomes que comporão a chapa do partido no Rio será Flávio.

Portinho deixou o 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, onde o ex-presidente está preso, por volta das 13h. Mais cedo, entre 8h e 10h, o senador Bruno Bonetti também esteve com Bolsonaro.

Segundo Portinho, ele formalizou ao ex-presidente a intenção de disputar uma das duas vagas ao Senado pelo Rio e se apresentou como o nome que “representa o campo ideológico da direita” no estado. A disputa fluminense, porém, está longe de consenso. O governador Cláudio Castro (PL) é apontado como possível candidato, e os deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também se movimentam internamente.

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— Não tem martelo batido, mas apresentei minha candidatura. Ele reconhece que a minha pré-candidatura representa o campo da direita. Disse que uma das vagas é de indicação direta dele, mas que precisa conversar com o Flávio para fechar o arranjo no Rio — afirmou.

De acordo com o senador, o desenho estadual está atrelado à estratégia presidencial. Bolsonaro teria reiterado que a prioridade do grupo é eleger Flávio à Presidência e ampliar a bancada conservadora no Senado — Casa vista como eixo de enfrentamento institucional a partir de 2027.

— O foco é eleger o Flávio e aumentar o número de cadeiras para ter maioria no Senado. Não adianta eleger 41 e não ter maioria de verdade. Precisamos de senadores alinhados, sem rabo preso, que possam cumprir o papel de investigar quando for necessário — disse.

Questionado se a fala era uma indireta a colegas de partido, como Jordy e Sóstenes, que foram alvos recentes de investigações relacionadas a emendas, Portinho negou.

Na conversa, segundo ele, Bolsonaro também mencionou que Flávio “está bem nas pesquisas” e comentou a organização do palanque em diferentes estados. Em Santa Catarina, afirmou, o cenário estaria mais encaminhado.

— Santa Catarina está resolvida: Carol de Toni e Carlos Bolsonaro. Por maior que seja o carinho dele pelo senador Amin, o entendimento é esse — declarou.

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A fala ocorre após tensão interna no estado. Na semana passada, Carol de Toni ameaçou deixar o partido por falta de definição sobre a legenda e chegou a exigir uma carta escrita de Bolsonaro afirmando que seria preterida. Apesar de próxima da família Bolsonaro, a deputada vem sendo rifada pelo grupo do governador Jorginho Mello (PL), que almeja usar a segunda vaga para fazer composição.

Mais cedo, Bonetti também esteve com o ex-presidente e afirmou que a conversa girou em torno da composição para o Senado e do cenário eleitoral.

— Ele mencionou a força do Flávio, que está bem nas pesquisas, mas deixou claro que a prioridade continua sendo o Senado. Está muito interessado nisso — disse.

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Sobre o estado de saúde de Bolsonaro, os dois senadores relataram fragilidade física. Portinho afirmou que o ex-presidente está sob forte medicação e que, durante a conversa, precisou ser assistido por um médico.

— Ele está sob forte medicação. Durante a nossa conversa, engasgou, soluçou, o médico entrou para medicá-lo. Está mais magro, um pouco grogue e cambaleou ao se levantar — afirmou.

Bonetti descreveu o ex-presidente como abatido, embora “bem de espírito”.

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— Está abatido, mais magro do que há seis meses, mas confiante de que a Justiça vai chegar. Ele acompanha pela televisão e trata o cenário um dia de cada vez — disse.

Apesar de cumprir regime fechado desde novembro passado, aliados avaliam que Bolsonaro segue atuando como referência política nas decisões estaduais e na montagem do tabuleiro de 2026, especialmente nas disputas ao Senado, tratadas por ele como prioridade estratégica. Na articulação para os governos estaduais, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tem exercido o papel central.

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