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Por 2026, Paes distribui cargos para ex-prefeitos do interior e tenta ampliar apoios

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), vem abrindo espaço a ex-prefeitos do interior do estado em sua administração e criou um cargo, dentro da Casa Civil municipal, voltado para viagens a outras cidades fluminenses. Os movimentos de Paes ocorrem de olho em uma candidatura ao governo do estado nas eleições de 2026 e miram atrair aliados em municípios da Região Metropolitana, do Norte e do Sul Fluminense.

Desde o início do ano, três políticos que já dirigiram outras prefeituras no estado do Rio ganharam postos na gestão de Paes. Um deles é o ex-prefeito de Rio das Flores Vicente Guedes (PP), que virou coordenador de Integração Territorial na Casa Civil, com salário bruto de R$ 28,4 mil mensais. A coordenadoria foi criada por Paes em fevereiro, na véspera da nomeação de Guedes, que é aliado do deputado André Corrêa (PP).

Em uma foto publicada no gabinete de Paes, ao lado do prefeito e do vice, Eduardo Cavaliere, Guedes afirmou que teria “status de secretário” na prefeitura.

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“A função será promover a integração entre os municípios fluminenses e a Prefeitura do Rio de Janeiro, o que demandará viagens por todo o interior do estado”, escreveu Guedes em uma rede social.

Desde então, o ex-prefeito de Rio das Flores já divulgou visitas a municípios como Vassouras, Rio Claro, Paraíba do Sul e Comendador Levy Gasparian, com o objetivo de discutir “pautas municipalistas” em nome da prefeitura do Rio.

Guedes também articulou visitas de outros ex-mandatários a Paes, como o ex-prefeito de São Fidélis Davi Loureiro, recebido no gabinete do prefeito do Rio em julho. Na ocasião, ao lado de Loureiro, Paes gravou um vídeo afirmando que estava trabalhando para “melhorar a vida dos cariocas, mas também muito preocupado com a vida do povo do nosso estado”.

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Outra nomeação do prefeito do Rio foi a de Leandro Pereira Netto, que desde março atua no “núcleo de gestão de projetos” da empresa municipal MultiRio. Conhecido como Leandro Peixe, ele é ex-prefeito de Rio Bonito e disputou a reeleição em 2024 pelo Solidariedade, mas acabou derrotado.

Ao GLOBO, Peixe afirmou que sua nomeação foi articulada pelo deputado federal Áureo Ribeiro, presidente do Solidariedade no Rio e um dos dirigentes partidários de quem Paes busca apoio. Segundo o ex-prefeito de Rio Bonito, siglas que também têm indicações no governo do estado têm receio de “retaliações” caso embarquem desde já numa candidatura de Paes, mas as alianças costuradas pelo prefeito da capital “já dão uma força para esse projeto”.

— O partido ainda não se posicionou, mas eu certamente apoiarei a candidatura do Paes a governador — declarou Peixe, que recebe R$ 10 mil mensais na MultiRio.

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Paes nomeou ainda o ex-prefeito de Tanguá Valber Marcelo (PP) na Rio Luz. No ano passado, ele tentou reassumir a prefeitura que comandou entre 2013 e 2020, mas não teve sucesso. Antes de disputar a última eleição, ele estava nomeado no gabinete do deputado estadual Renato Machado (PT).

Procurado pela reportagem, Valber lembrou que já havia passado pela Rio Luz no início da gestão de Paes, em 2021, e disse que tem formação de eletricista.

— Na outra vez eu tinha até um cargo melhor. Esse de agora, para mim, é um quebra-galho — argumentou Valber, que tem R$ 2,1 mil de remuneração mensal na Rio Luz.

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Além de ampliar a rede de ex-prefeitos com assento na prefeitura, Paes tem se dedicado a percorrer o interior. Na sexta, ele viajou a Barra Mansa, no Sul Fluminense, para empossar a nova gestão do diretório municipal do PSD. Um dos participantes do evento foi o ex-deputado estadual Marcelo Cabeleireiro, outro que foi nomeado, em junho, na Rio Luz. O ex-deputado concorreu no ano passado à prefeitura de Barra Mansa pelo União Brasil, mas não se elegeu.

As nomeações de Paes na Rio Luz geraram questionamento do gabinete do vereador Pedro Duarte (Novo), que faz oposição ao atual prefeito. Em ofício enviado ao Tribunal de Contas do Município (TCM), Duarte alegou que o quadro de funcionários da companhia municipal aumentou em 15% só neste ano e pediu uma apuração sobre a “legalidade e motivação administrativa das nomeações”.

Procurada, a prefeitura do Rio alegou que os ex-prefeitos citados “atuam em diferentes áreas da administração municipal, contribuindo com a experiência e o conhecimento adquiridos ao longo de anos de dedicação ao serviço público”.

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Além dos cargos, Paes tem procurado sinalizar a municípios do interior com iniciativas que atendam eleitores de fora da capital, como o projeto do “BRT Metropolitano”, anunciado neste mês. O prefeito do Rio também substituiu recentemente o chapéu panamá, modelo associado ao carnaval da capital, por um ao estilo “vaqueiro”.

Mudança de visual

Nas últimas semanas, Paes trocou o habitual chapéu panamá, modelo associado ao carnaval carioca, por um chapéu ao estilo “vaqueiro”, em um aceno ao interior do Rio.

Porta de entrada na capital

Em agosto, o prefeito do Rio anunciou um projeto batizado de “BRT Metropolitano”, com a construção de dois terminais de ônibus em locais de acesso da Baixada Fluminense à capital.

Viagens pelo estado

Paes também tem se dedicado a percorrer municípios do interior para costuras políticas. Na sexta, por exemplo, ele compareceu à inauguração de um diretório do PSD em Barra Mansa.

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