terça-feira , 31 março 2026
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Polícia tenta reconstruir linha do tempo e definir participação dos envolvidos na morte de adolescente

THIAGO NOVAES

DO REPÓRTERMT

A Polícia Civil concentra esforços para traçar uma linha do tempo e o grau de participação dos investigados Marcos Pereira Soares, de 23 anos, e Mariana Mara, de 36 anos, na morte da adolescente de 17 anos encontrada no córrego Vassoura, no bairro Três Barras, em Cuiabá.

Marcos Pereira Soares é irmão da vítima e foi preso como principal suspeito do crime. Já Mariana Mara, esposa dele, é investigada por participação no assassinato e na ocultação do corpo.

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De acordo com a delegada Jéssica Assis, responsável pelo caso, ainda não é possível definir com precisão o horário da morte, o que tem dificultado o avanço na reconstrução dos fatos.

“Isso ainda está em apuração. A gente não tem fechado uma janela de horários, porque, como o corpo estava submerso, a gente não tem um tempo apurado, muito exato da morte dessa menina para fechar a linha do tempo. Então, agora, a nossa principal função é entender quais foram os horários e quais foram os lapsos temporais utilizados tanto para matar essa moça quanto para ocultar o corpo”, afirmou.

Segundo a delegada, a investigação busca identificar se o assassinato e a ocultação do cadáver ocorreram de forma simultânea ou se houve intervalo de tempo entre as ações.

“A gente está tentando entender se isso foi simultâneo, se houve algumas horas de lapso, se na ocultação teve a participação de só um deles. Então, tudo isso está sendo apurado”, disse.

Ainda conforme a autoridade policial, há indícios fortes de envolvimento da mulher presa no caso, mas o grau de participação dela ainda precisa ser detalhado.

“O que a gente tem são indícios muito fortes de participação dela, mas a gente precisa entender até que ponto isso aconteceu, porque não teve testemunhas oculares. Então, a gente precisa entender, a partir das próximas diligências que serão desenvolvidas, qual é o grau de participação dela”, completou.

A Polícia Civil segue com diligências para esclarecer a dinâmica do crime, incluindo os momentos que antecederam o assassinato e a ocultação do corpo.

O crime

A jovem estava desaparecida desde o dia 10 de março. Conforme as investigações, o irmão foi até a casa onde ela morava com o companheiro, iniciou uma confusão e a retirou do local à força. Depois disso, a adolescente não foi mais vista.

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Na noite do dia seguinte, familiares encontraram o corpo dentro do córrego, nos fundos de uma residência. A vítima estava em posição de bruços, parcialmente submersa, com a mão e a perna esquerda amarradas entre as raízes de uma árvore e uma pedra sobre as costas.

Ela também apresentava sinais de agressão, queimaduras e estava sem roupas, o que levanta a suspeita de violência sexual.

Contradições e prisão

Durante as investigações, Mariana Mara apresentou versões contraditórias à polícia. Inicialmente, negou envolvimento no crime, mas depois admitiu ter mentido e confirmou que esteve com a vítima dias antes do assassinato.

Ela também mudou a versão sobre o dia do crime, confessando posteriormente que seguiu o marido utilizando um carro por aplicativo, conforme já havia sido relatado por ele. 

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Além disso, reconheceu como sendo seu um macacão encontrado enrolado no pescoço da adolescente durante a necropsia.

As inconsistências, somadas às provas reunidas, levaram a Polícia Civil a solicitar a prisão temporária da suspeita, além de cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ela.

A Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer a motivação do crime e confirmar a participação de outros envolvidos.

Marcos deve responder por feminicídio e ocultação de cadáver. A investigação também apura a suspeita de estupro.

Veja vídeo:


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