quarta-feira , 28 janeiro 2026
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Polícia apreende notas de R$ 200, bloqueia R$ 676 mil e sequestra veículos em esquema ligado a vereador Chico 2000

DO REPÓRTERMT

A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) apreendeu, na manhã de hoje (27), diversas notas de R$ 200 durante mandados de busca e apreensão da Operação Gorjeta, que investiga o desvio de recursos públicos municipais em Cuiabá. O valor do montante, porém, ainda não foi contabilizado pela Polícia Civil.

Além do dinheiro em espécie, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 676 mil em contas de nove pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema. Também foram sequestrados sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.

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Conforme noticiado pelo , a operação cumpriu 75 ordens judiciais contra um grupo criminoso acusado de direcionar emendas parlamentares a um instituto e a uma empresa. Segundo as investigações, o grupo teria se organizado para desviar recursos de emendas parlamentares, em um esquema que envolvia vereadores, servidores e empresas, com suspeita de devolução de parte do valor aos parlamentares responsáveis pela destinação das emendas.

Entre os alvos estão o vereador Chico 2000, o empresário João Nery Chiroli, dono da Chiroli Uniformes, e os servidores da Câmara de Cuiabá Rubens Vuolo Junior e Alex Jones Silva, que também é presidente do Instituto Brasil Central.

De acordo com as apurações, Chico 2000 direcionava as emendas parlamentares ao instituto e à empresa, recebendo parte dos valores de volta, segundo a suspeita da investigação.

Outras medidas

Os investigados foram submetidos a três medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a proibição de manter contato entre si e com testemunhas, a restrição de acesso a todos os prédios da Câmara Municipal e da Secretaria Municipal de Esportes e a obrigatoriedade de entrega dos passaportes, além da proibição de deixar a comarca.

O Poder Executivo e o Legislativo de Cuiabá também estão impedidos de contratar ou nomear qualquer um dos investigados, assim como realizar pagamentos ou contratações com as empresas envolvidas no esquema. A Controladoria-Geral do Município realizará auditorias em todos os Termos de Parceria firmados pelo instituto investigado, para apurar possíveis irregularidades em convênios e contratos.

A operação incluiu 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis, com a participação de mais de 40 policiais civis da Diretoria de Atividades Especiais (DAE). As ordens foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 – Juiz das Garantias de Cuiabá.

As investigações da Deccor apuram práticas de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, envolvendo vereadores, servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas e empresários.


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