domingo , 15 março 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

PF pede que Congresso não confunda terrorismo com crime organizado

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, alertou que o Congresso não deve “confundir” terrorismo e crime organizado ao analisar o chamado PL Antifacção, que foi aprovado na semana passada na Câmara dos Deputados e agora passará por análise do Senado. O projeto, de autoria do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi modificado pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP) sob críticas dos governistas.

Andrei afirmou que a principal diferença destas classificações é de que o enfrentamento ao terrorismo é “atribuição exclusiva da Polícia Federal”, e que a legislação precisa tratá-las “no campo correto”.

“O que nós não podemos é confundir uma coisa com a outra, são fins diferentes, são propósitos diferentes, são mecanismos de articulação e de enfrentamento diferentes e uma eventual mistura do crime organizado, mistura legislativa, eu digo, de crime organizado com terrorismo só traria prejuízos para a investigação”, afirmou em entrevista à TV Band veiculada neste domingo (23).

VEJA TAMBÉM:

Na mesma entrevista, Andrei Rodrigues defendeu a PEC da Segurança como um instrumento para reforçar o combate ao crime organizado numa cooperação entre a União e os estados, mas sem retirar os poderes dos governadores. Para ele, a proposta é necessária por conta da migração da criminalidade que “não é mais local, não é mais regional, é transnacional”.

“Segurança Pública precisa ser tratada também tendo esse esteio que é a questão orçamentária. Segurança Pública é cara, isso precisa ser dito e nós precisamos definitivamente encontrar a solução para isso e acho que a PEC apresenta um bom caminho”, pontuou.

Para o diretor-geral da Polícia Federal, a proposta de emenda constitucional traz “solidez jurídica” à cooperação entre entes federados e melhora a eficiência das investigações, citando como exemplo a comunicação entre boletins de ocorrência estaduais, que hoje não dialogam.

Por outro lado, Andrei Rodrigues retomou as críticas à megaoperação policial no Rio de Janeiro realizada no final do mês de outubro e que deixou 121 mortos, sendo quatro policiais. Ele classificou a ação como esforços pontuais de “enxugar gelo” se não houver uma coordenação real.

“Diante desse tamanho desafio que é enfrentar um crime organizado que avança, é preciso ter coordenação, articulação, comunicação entre as forças de segurança”, disse.

Rodrigues destacou que o efetivo da Polícia Federal é restrito para combater sozinha as facções, contando com pouco menos de 13 mil policiais e 2 mil servidores administrativos. Por isso, defendeu que a instituição precisa de reforço — não apenas em número, mas com “ferramentas, tecnologias, investimentos que nos agreguem capacidade operacional e que nos tragam qualidade e efetividade”.

Ele defende ainda que a política de segurança pública não pode se resumir a “mais pessoa, mais arma e mais viatura e colete”, mas deve envolver inovação, inteligência e descapitalização das organizações criminosas. O diretor também pediu aumento dos indiciamentos e operações mais qualificadas para desestabilizar financeiramente as facções.

fonte

Verifique também

Israel anuncia reabertura da passagem de Rafah após ofensiva no Irã

As Forças de Defesa de Israel anunciaram neste domingo (15) que a passagem de Rafah, …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *