A Petrobras afirmou que não há risco de desabastecimento de petróleo no Brasil mesmo diante da escalada do conflito envolvendo o Irã, Estados Unidos e Israel, e garantiu que as operações de importação e exportação seguem normalmente. Segundo a estatal, não há previsão de interrupção no fluxo de petróleo e derivados, afastando temores de impacto imediato no mercado interno.
Em nota oficial divulgada na segunda (2), a companhia informou que possui rotas alternativas fora da área de conflito e destacou que essa estratégia “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”.
A empresa reforçou ainda que “os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”.
O alerta internacional se intensificou após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, rota por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, em resposta a ataques envolvendo Estados Unidos e Israel. A ameaça elevou o risco de interrupções no transporte da commodity e pressionou as cotações no mercado global no começo da semana.
Em meio à tensão, o barril do Brent chegou a subir até 13%, superando os US$ 82, maior nível desde janeiro de 2025, antes de desacelerar ao longo do dia. A valorização impactou diretamente as ações da Petrobras, que além de atender o mercado interno, também é exportadora relevante de petróleo.
Especialistas avaliam que parte do risco geopolítico já foi incorporada aos preços internacionais, mas alertam que a duração e a intensidade do conflito serão determinantes para a trajetória do petróleo nas próximas semanas. A expectativa predominante é de que o barril permaneça em patamar elevado, possivelmente acima de US$ 80, caso o conflito se prolongue.
Apesar da alta no mercado externo, a Petrobras evita repassar oscilações pontuais aos combustíveis no Brasil, embora movimentos mais duradouros de valorização ampliem a pressão por reajustes. A política comercial da companhia considera fatores como o preço internacional do petróleo e a taxa de câmbio, que também influencia diretamente os custos.
O bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz é visto como o principal fator de incerteza no cenário atual. Embora a passagem nunca tenha sido totalmente fechada, relatos de ataques e interrupções recentes reforçaram o temor de impactos mais severos no abastecimento mundial de petróleo.
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