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Paula defende abertura de comissão processante contra Chico 2000; vereador pode ser cassado por desvio

VANESSA MORENO

DO REPÓRTERMT

A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), defendeu hoje (03), na abertura dos trabalhos legislativos de 2026, a instauração de uma Comissão Processante contra o vereador Chico 2000, afastado do cargo por envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares. A presidente da Casa pondera que ainda é cedo para falar em cassação de mandato e ressalta que a comissão dará ao parlamentar a oportunidade de se explicar.

“É muito cedo pra nós falarmos em perda de mandato, cassação. Eu acredito que a instauração de uma Comissão Processante dá oportunidade para que o parlamentar acusado possa dar suas explicações, pra que dê transparência e é isso que nós queremos, dar explicações à sociedade, ao cidadão cuiabano”, disse Paula Calil.

À imprensa, ela informou que já existe uma representação com pedido de investigação e providências por quebra de decoro parlamentar, com punição de perda de mandato contra Chico 2000. O documento foi lido aos demais vereadores na sessão desta terça-feira e deve ser encaminhado à Procuradoria-Geral da Câmara. Posteriormente, a representação retornará ao plenário para apreciação.

“Hoje nós temos um pedido de representação. Pedido de perda de mandato em desfavor do vereador Chico 2000. Irá ser feita a leitura hoje, nessa sessão, depois nós iremos encaminhar à Procuradoria e virá para o plenário para apreciação”, explicou.

Na manhã do dia 27 de janeiro, Chico 2000 foi alvo da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um esquema de desvio de emendas parlamentares na Câmara de Cuiabá. Além do vereador, também foram alvos da polícia o Instituto Brasil Central e seu presidente, Alex Jones Silva; o empresário João Nery Chiroli e a empresa Chiroli Uniformes; os servidores da Câmara Municipal de Cuiabá Rubens Vuolo Júnior, chefe de gabinete do vereador Chico 2000, e Joaci Conceição Silva, lotado no gabinete do vereador Mário Nadaf (PV); além de Magali Gauna Felismino Chiroli, esposa de João Nery.

De acordo com as investigações, os alvos se associaram com a finalidade de direcionar emendas parlamentares ao instituto e à empresa, e parte do dinheiro público era devolvida ao vereador Chico 2000, responsável pela destinação das emendas.

Tanto o vereador quanto os demais servidores da Câmara foram afastados.

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Por se tratar de uma investigação sigilosa, a Casa Legislativa ainda não teve acesso aos autos. Diante disso, Paula Calil reforçou a necessidade de dar oportunidade para que Chico 2000 se explique por meio da Comissão Processante, antes de qualquer julgamento.

“É uma oportunidade para que ele possa explicar pra sociedade o que de fato aconteceu. Nós não podemos fazer o julgamento de um juízo de valor antecipado, nós temos que saber o que que aconteceu. Ele precisa dar explicações”, destacou.

Questionada sobre a possibilidade de o suplente do vereador Chico 2000, Felipe Correa (PL), assumir a cadeira durante o período de afastamento, Paula Calil informou que a Procuradoria da Casa deve emitir um parecer nos próximos dias e, se for o caso, ele será convocado.

“Nós enviamos para a Procuradoria para que ela emita um parecer quanto a convocação do suplente, assim que nós tivermos esse parecer em mãos, se for o caso, nós iremos convocar sim o suplente do vereador Chico 2000”, disse.

Essa é a segunda vez neste mandato que o vereador Chico 2000 é afastado em decorrência de operação policial. No ano passado ele esteve na mira da Operação Perfídia, deflagrada pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) para desarticular um esquema de recebimento de propina em troca de apoio à aprovação de projetos de lei. A mesma operação também afastou o vereador Sargento Joelson (PSB). Ambos ficaram fora da Câmara durante quatro meses.

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