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OAB-MT e Conselho Federal da Ordem dos Advogados acionam juíza de Cuiabá no CNJ

EDUARDA FERNANDES

DO REPÓRTERMT

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) protocolou, na tarde de hoje (17), uma reclamação disciplinar contra a juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Catarina Perri Siqueira. A magistrada protagonizou um bate-boca na segunda-feira (15), durante um julgamento no Fórum de Cuiabá, ocasião em que a magistrada disse “que se dane a OAB”.

A reclamação é assinada tanto pela OAB-MT quanto pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

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A fala da magistrada foi proferida durante a sessão de julgamento do policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz.

Enquanto os advogados do réu faziam suas manifestações, Mônica Perri teria adotado atitudes que desagradaram a defesa. Diante disso, o advogado Cláudio Dalledone acionou o Tribunal de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Mato Grosso (OAB-MT) para comparecer ao plenário.

No entanto, a magistrada teria continuado com as atitudes e Dalledone reforçou que havia acionado a OAB, momento em que a juíza rebateu dizendo “que se dane a OAB” e determinou que a segurança retirasse os advogados da sala, suspendendo a sessão, que foi remarcada para a manhã dessa terça-feira.

Logo nas primeiras horas do dia seguinte, na terça (16), advogados e representantes da OAB foram até a porta do Fórum de Cuiabá para protestar contra a atitude da juíza, mas foram impedidos de entrar no local.

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Embora o julgamento do Tribunal do Júri estivesse marcado para continuar às 8h, Mônica Perri anulou a sessão e determinou a dissolução do Conselho de Sentença, com sorteio de novos jurados programado para a manhã desta quarta-feira (17). No entanto, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) anexou novos documentos ao processo e pediu que o julgamento fosse remarcado, para que a defesa de Mário Wilson tivesse tempo hábil para analisar e se manifestar sobre o material juntado aos autos.

Promotora contesta advogados

A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos afirmou que os advogados do policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves atacaram de forma intencional a juíza Mônica Perri com o objetivo de anular o júri popular que era realizado no Fórum de Cuiabá.

Um vídeo divulgado pelos advogados Cláudio Dalledone e Renan Canto mostra a juíza mandando a “OAB se danar”. No entanto, segundo a promotora Élide, que estava presente no júri representando o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a magistrada teria sido provocada desde o início da sessão. “Um deles começou a fazer perguntas de maneira ardilosa, induzindo respostas que não condizem com a realidade dos fatos, para realmente levar os jurados ao erro”, disse ela ao RepórterMT.

Diante da situação, Élide destacou que se iniciou uma discussão entre o Ministério Público e a defesa do réu.

“A magistrada então interveio, pedindo que os advogados fossem claros nas perguntas e não induzissem respostas. Aí eles partiram para cima da doutora Mônica, os doutores Cláudio e Renan”, pontuou.

“Eles começaram a gritar com ela, foram desrespeitosos e agiram de maneira misógina. Desrespeitaram a autoridade dela como presidente da sessão, como mulher e como senhora idosa. Não tiveram o mínimo de respeito”, completou.

Outro lado

O RepórterMT buscou posicionamento da juíza por meio da Corregedoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e aguarda retorno.

 


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