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“O ex-presidente que tome cuidado”, diz Lula sobre investigação do crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta (29) que o trabalho coordenado da Polícia Federal para desmantelar o crime organizado – que teve como ápice a megaoperação contra o PCC na véspera – deve servir de alerta para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Lula afirmou que a investigação do esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro do PCC no mercado financeiro chegou “ao andar de cima”, e que agora vai mostrar ao Brasil quem são as pessoas realmente envolvidas no crime organizado.

“A gente vai mostrar a cara de quem faz parte do crime organizado nesse país. E o ex-presidente que tome cuidado”, disparou Lula em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, onde cumpre agenda ao longo do dia.

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Lula ainda criticou que parte do país queira discutir o projeto de lei que concede uma anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 que, se for encaminhada como se pretende abrangendo “ampla, geral e irrestrita”, pode beneficiar Bolsonaro. Para o petista, é uma discussão “impertinente”.

“Ninguém foi ainda condenado, o homem não foi nem julgado e já está querendo anistia? Ele já está dizendo que é culpado e quer ser perdoado? Não. Ele tem que, primeiro, provar a inocência dele, está tendo o direito à presunção de inocência que eu não tive”, afirmou o presidente repetindo uma alegação de quando foi condenado à prisão no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, em 2018.

O presidente petista afirmou que não acompanhará o julgamento, previsto para começar na próxima terça, dia 2 de setembro, por ter “coisa melhor pra fazer”. “O que está sendo julgado é o comportamento desse cidadão que foi presidente da República. Se ele cometeu crime, será punido. Se não, será absolvido e a vida continua”, completou.

Polêmica do PIX

Ainda com relação à investigação que revelou o esquema bilionário do PCC, Lula ressaltou que a polêmica do PIX no começo do ano permitiu que a facção operacionalizasse essa estratégia, mas que agora será barrada após a Receita Federal baixar novas normas para a operação das fintechs, que terão de dar transparência às transações assim como nos bancos tradicionais.

“Um deputado que eu não vou dizer o nome fez uma campanha contra uma mudança que a Receita Federal tentou fazer e que vai ser feita agora. Naquele tempo, a mudança era para combater o crime organizado. […] Nós descobrimos que tem muita gente ligada ao crime organizado. […] Agora está provado que o que ele estava fazendo era defender o crime organizado”, afirmou.

Para Lula, o crime organizado já se instalou na política brasileira, além de setores do consumo da população. Ele ainda defendeu que a operação desencadeada contra o PCC vai facilitar a aprovação da PEC da Segurança no Congresso, uma das suas principais bandeiras e que pretende estabelecer diretrizes para a atuação das forças de segurança inclusive nos estados – a medida é criticada por governadores, que temem uma usurpação de competência constitucional.

“Acho que vai facilitar a aprovação da PEC no Congresso. […] A gente vai fazer mais algumas discussões para aperfeiçoar a política pública [de segurança], porque nós queremos saber como é que o governo federal pode ajudar junto aos governadores a fazer a polícia mais eficiente”, completou.

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