quinta-feira , 5 fevereiro 2026
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‘No meu palanque sobe quem eu quiser’: PT e PDT têm atrito após Lupi anunciar aliança

Integrantes do PT e do PDT divergiram sobre o acordo firmado entre as siglas para a formação dos palanques estaduais e relataram versões distintas sobre um encontro entre os dirigentes partidários realizado ontem. O desentendimento teve início após Carlos Lupi, que comanda o diretório nacional pedetista, publicar um registro de um encontro com Edinho Silva, presidente do PT, e afirmar que havia recebido o apoio petista para as candidaturas do partido no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e no Paraná. A informação, no entanto, foi desmentida em seguida pelo PT. O desentendimento também provocou uma reação do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT-MG), que respondeu com uma indireta ao núcleo petista.

Na legenda do post, além de dizer que havia “reafirmado a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula”, Lupi escreveu que recebeu “a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola no RS; de Alexandre Kalil em MG, e de Requião Filho no PR”. “Com a formalização interna do PT, nos próximos dias, avançaremos para vencer nesses estados estratégicos“, acrescentou.

Ainda na tarde de ontem, o diretório do PT divulgou uma nota dizendo que a reunião aconteceu entre os dirigentes partidários para “um diálogo de alto nível sobre a reeleição do presidente Lula”, mas “não teve como objetivo a definição dos palanques eleitorais nos estados”. “As definições sobre as candidaturas seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais”.

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O atrito provocou reação de Kalil, que fez um post em seu perfil no X no qual escreveu que “eleição é um saco”. “No meu palanque só sobe quem eu quiser”, acrescentou. Em Minas, estado em que ele é pré-candidato, o PT ainda não definiu qual caminho deverá seguir. Integrantes da sigla se dividem entre o apoio a Kalil, a busca por uma candidatura própria e o apoio ao lançamento do senador Rodrigo Pacheco (PSD) para a disputa estadual, preferido por Lula.

Já no RS, a esquerda segue dividida entre as candidaturas da ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), neta do ex-governador Leonel Brizola, e de Edegar Pretto (PT), presidente da Companhia Nacional de Abastecimento. Os dois têm sinalizado que estariam abertos à possibilidade de uma aliança, mas resistem a abrir mão da cabeça de chapa.

O PR é o único estado entre os três em que a aliança entre os dois partidos está formalizada. No final do passado, o diretório estadual do partido anunciou apoio à candidatura do deputado estadual Requião Filho (PDT) e sinalizou que o então pré-candidato da sigla ao governo e o atual presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri, se candidataria ao Senado. No mês passado, no entanto, anunciou que abriria mão da vaga para deixar espaço para a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que se colocou na disputa para o Senado a pedido de Lula.

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