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Netanyahu sobe nas pesquisas de intenção de voto após guerra com o Irã

A popularidade do partido Likud, do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, aumentou após a guerra com o Irã, segundo uma pesquisa divulgada na noite de quarta-feira (25) pela emissora pública israelense Kan, embora mais da metade dos entrevistados acredite que o premiê deve deixar a política assim que os conflitos na região terminarem.

A pesquisa foi realizada em 25 de junho, um dia após a entrada em vigor do cessar-fogo com Teerã, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A pesquisa mostra que o Likud conquistaria 31 cadeiras no Parlamento israelense se as eleições fossem realizadas hoje, bem acima das 23 da última pesquisa da emissora, realizada antes da guerra, o que o torna o partido mais forte do país no momento (embora com uma cadeira a menos em relação ao seu status atual).

O segundo maior partido seria o Israel Beitenu, liderado pelo político nacionalista Avigdor Liberman, que conquistaria 15 cadeiras, duas a menos que na pesquisa anterior (atualmente detém seis cadeiras no Knesset, o parlamento israelense), enquanto o centrista Yesh Atid, dirigido pelo ex-primeiro-ministro Yair Lapid, subiria de 12 para 14 cadeiras (o partido atualmente detém 23 assentos).

Outros partidos de oposição, como o social-democrata Democratas e o nacionalista Unidade Nacional, conquistariam 11 e 13 cadeiras, respectivamente, ambos perdendo duas cadeiras no Parlamento em comparação com as pesquisas anteriores.

O Poder Judaico, liderado pelo ministro de direita nacionalista Itamar Ben Gvir, permaneceria com sete cadeiras. Já o Sionismo Religioso, liderado pelo também direitista nacionalista ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, não garantiria votos suficientes para garantir um único assento.

No total, a Kan estima que a atual coalizão governista conquistaria 56 cadeiras, ante 53 nas pesquisas anteriores. 

A coalizão governista detém atualmente 67 das 120 cadeiras do Parlamento, portanto, se eleições antecipadas fossem convocadas, o atual governo estaria em risco, de acordo com a pesquisa.

Apesar da melhora nas intenções de voto de Netanyahu, 52% dos entrevistados apoiam ou apoiam fortemente sua saída da vida política após o fim da guerra na Faixa de Gaza, em comparação com 24% que se mantêm neutros e outros 24% que se opõem à sua renúncia.

A pesquisa da emissora Kan também avaliou o medo dos israelenses em relação ao Irã após o conflito, que terminou na terça-feira, e indicou que 52% dos consultados afirmaram temer a República Islâmica.

Em relação ao sucesso da operação, quando perguntados se “Você acha que Israel e Estados Unidos danificaram significativamente as capacidades nucleares do Irã?”, 48% responderam “sim”, enquanto 30% afirmaram que “não”.

Por outro lado, 40% da população acredita que o cessar-fogo com o Irã não durará, em comparação com 30% que acreditam nessa possibilidade, enquanto 26% dizem não saber.

Além disso, 45% acreditam que foi correto encerrar a guerra, enquanto 40% discordam.

Nesse contexto, 62% também apoiam o fim direto da guerra em Gaza, em comparação com 22% que defendem sua continuidade.

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