O presidente da Argentina, Javier Milei, atacou a oposição kirchnerista e fez referência ao Brasil ao comentar nesta quinta-feira (28) o ataque que sofreu durante um ato de campanha na província de Buenos Aires e as denúncias de corrupção contra sua irmã e secretária-geral da presidência, Karina Milei.
Segundo informações do jornal La Nacion e da Rádio Mitre, Milei falou sobre o assunto durante o evento anual do Conselho Interamericano de Comércio e Produção, realizado em um hotel na cidade de Buenos Aires.
“Fui ver Boca Juniors x Palmeiras no [estádio do] Morumbi, e os brasileiros também atiraram pedras na gente depois do jogo. Imaginem como estou acostumado com chuvas de pedras”, ironizou o presidente argentino.
Durante um ato de campanha do partido A Liberdade Avança (LLA, na sigla em espanhol) para as eleições legislativas de setembro e outubro na cidade de Lomas de Zamora, na quarta-feira (27), pedras e garrafas de plástico foram atiradas na direção do mandatário, que teve que deixar o local.
A presidência argentina atribuiu o ataque a militantes kirchneristas e informou que ninguém se feriu.
Nesta quinta-feira, Milei também falou sobre as denúncias contra a sua irmã, relacionadas a um suposto esquema de corrupção na Agência Nacional de Deficiência (Andis).
“Estamos à disposição [da Justiça] mais uma vez e esperamos que tudo seja esclarecido o mais rápido possível. Lamentamos que os juízes tenham que perder tempo com as mais rançosas artimanhas políticas em vez de perseguir o crime”, afirmou o presidente.
“Esse tipo de ação reflete fielmente o comportamento da casta [como Milei se refere a políticos ‘tradicionais’, especialmente os kirchneristas], manifestado em um novo ataque para deter o processo de mudança pelo qual o país está passando”, disse Milei.
“Na verdade, [essas ações] nos encorajam, porque nos mostram que estão com medo, que estão desesperados e que não estão tentando atingir Javier Milei, mas a liberdade de todos os argentinos”, acrescentou.