DA EDITORIA
Conversas de um suposto grupo interno de mensagens intitulado “DHPP/Assuntos Oficiais”, usado por policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sorriso (a 398 km de Cuiabá), em Mato Grosso, indicam que os agentes estariam forjando confrontos para matar presos antes que eles chegassem à delegacia do município. Os prints das mensagens foram obtidos pelo 
Além dos supostos confrontos forjados, as mensagens também revelam indícios de flagrantes falsos, uso ilegal de aplicativos espiões e abusos de autoridade e sexuais contra pessoas presas. Em parte do bate-papo, os policiais ainda sugerem agressões físicas contra detidos e tentativas de evitar a constatação das lesões.
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Em um dos diálogos, um dos integrantes do grupo afirma que “a gente tá pegando uma arma e rodando ela pelos confrontos”, o que indicaria a reutilização da mesma arma, que estaria sendo “plantada” em diferentes ocorrências, todas com resultado morte dos suspeitos. Outras expressões, como “confronto maroto” e “confrontinho”, são usadas para se referir à simulação de execuções praticadas pelos agentes e à posterior colocação de arma na cena, com o relato de que o suspeito teria reagido à abordagem policial.
Em outro momento da conversa, participantes do grupo discutem se a morte de um suspeito teria ocorrido em um confronto real ou se teria sido resultado de uma ação armada por policiais. Um dos integrantes comenta que “mataram nosso menino aqui em Sorriso”. Na sequência, um suposto delegado afirma acreditar que a morte se trata de confronto, e não de execução. Conforme o áudio: “isso aqui tá com cara de que foi confronto mesmo, porque no meio do Poção, sem testemunhas, o cara matar um e trazer dois vivos deve ter sido confronto de verdade mesmo, porque se fosse padrão, era pra tá os três pro lado”.
O celular teria sido levado da Delegacia de Sorriso em outubro de 2025, mas o conteúdo das conversas só veio à tona agora, após a prisão do investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos. Ele foi preso no dia 1º de fevereiro, acusado de estuprar uma mulher que estava detida na unidade policial do município.
O caso chegou ao conhecimento da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), que protocolou documento cobrando providências da Corregedoria da Polícia Judiciária Civil do Estado (PJC-MT).
Outro lado
O 
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RepórterMT
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