domingo , 31 agosto 2025
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

Membros do PSOL embarcam em flotilha para a Faixa de Gaza e querem furar “bloqueio israelense”

A vereadora Mariana Conti, de Campinas, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), e a presidente do partido no Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti, serão duas dos 13 brasileiros que embarcarão numa flotilha no próximo domingo (31) em Barcelona rumo à Faixa de Gaza, com a alegada missão de “furar o bloqueio israelense” ao enclave e levar ajuda humanitária.

De acordo com a ativista sueca Greta Thunberg, uma das figuras por trás da ação, a nova flotilha de ajuda humanitária terá participantes de 44 países.

“Em 31 de agosto, lançaremos a maior tentativa até agora para romper o cerco ilegal israelense a Gaza, com dezenas de navios partindo da Espanha. Nos juntaremos a dezenas de outros navios em 4 de setembro, partindo da Tunísia e de outros portos”, disse a ativista quando anunciou a nova flotilha, no dia 12 de agosto, em postagem nas redes sociais.

Outro brasileiro presente na embarcação será o ativista brasiliense Thiago Ávila, que já foi detido por Israel ao fazer uma viagem semelhante em junho deste ano. Além do brasiliense e Greta, outros dez ativistas foram detidos por militares israelenses ao serem interceptados em alto-mar enquanto navegavam em direção a Gaza.

No final do mês passado, outra embarcação com o mesmo objetivo também não conseguiu chegar ao enclave — entre os detidos pelas Forças de Defesa de Israel (FDI), segundo a imprensa israelense, uma ativista idosa foi flagrada escondendo mais de 20 unidades de haxixe (maconha) em suas roupas.

Israel alega que as interceptações são feitas em razão de a zona marítima ao largo da costa de Gaza ser fechada ao tráfego naval por razões de segurança. De acordo com o governo, se alguém deseja doar mantimentos para o enclave, “pode fazer através do porto de Ashdod”, cidade costeira israelense.

O governo liderado por Benjamin Netanyahu também critica a “encenação midiática”, comparando a quantidade quase nula de suprimentos na embarcação aos mais de “1,8 milhão de toneladas de ajuda” levadas por Israel ao enclave.

“Vão ser interceptados e voltarão para casa, diferente dos reféns israelenses sequestrados”, diz especialista

À Gazeta do Povo, Daphne Klajman, especialista em antissemitismo e coordenadora acadêmica do Hillel Rio, afirmou que as flotilhas, que Israel chama de “iate da selfie”, têm fim propagandístico e os ativistas embarcados sabem que “serão interceptados e voltarão para casa”.

“Eles anunciam isso sabendo que não vão conseguir entrar em Israel, porque não só é ilegal de acordo com a lei internacional, como também eles já foram interceptados com muita tranquilidade da última vez e foram deportados de uma forma bem pacífica de volta para seus países”, disse Klajman no dia 12 de junho, quando a nova embarcação foi anunciada.

Ela destacou que, após a interceptação israelense na primeira flotilha, os ativistas foram levados de volta para casa tendo todos os seus direitos respeitados. “A gente viu as fotos da Greta no avião, como qualquer outro passageiro, arrumadinha, comendo comida como todo mundo, de suéter, de uma forma completamente pacífica.”

O motivo de repetirem a tentativa, não é ingenuidade, para a especialista. “É completamente calculado, porque eles precisam da atenção da mídia, ela sabe que vai ser interceptada, ela sabe que não vai entrar em Gaza, mas todo esse show vai trazer muita manchete para ela”, diz.

Klajman afirmou que Greta ficou famosa por seu ativismo na causa ambiental e que hoje, embora ainda haja muitos problemas ambientais no mundo todo, a sueca preferiu abraçar a causa pró-Palestina.

“O projeto de adolescente que a levou [Greta] para os tabloides do mundo inteiro, como uma lutadora pela justiça climática, hoje em dia não é mais relevante, não porque os problemas deixaram de existir, mas porque eles não colocam mais o rosto dela nas capas dos jornais. Ela escolheu a pauta que é mais popular agora, mais polarizada, para poder se posicionar novamente como a liderança de ativismo no mundo”, analisou.

A especialista criticou a maneira que os ativistas, incluindo o brasileiro Thiago Ávila, tentaram se posicionar na mídia, como “reféns do governo israelense” ao serem detidos em alto-mar.

“O processo de entrar ilegalmente num país e ser deportado foi feito como qualquer outro processo no mundo, como em casos em que a pessoa é presa no aeroporto porque está sem documento para entrar naquele país. Foram deportados num voo comercial de uma linha aérea comercial com todos os confortos de qualquer outro passageiro”, explicou.

“Eles não foram acorrentados, eles recebem comida, estão em quartos com ar-condicionado, cama, tudo para ter a comodidade que eles precisam ter no país que eles estão.”

Ela ressaltou que os ativistas se dizem reféns em “um conflito que começou por causa dos reféns que foram roubados e sequestrados de suas casas pelo Hamas no dia 7 de outubro”.

“Tanto a Greta quanto o Thiago vão ser interceptados e vão voltar para casa, completamente diferente dos reféns israelenses que estão em Gaza há quase dois anos, sequestrados pelos terroristas do Hamas e sem perspectiva alguma de voltar”, completou.

fonte

Verifique também

EUA movem navio de guerra pelo Canal do Panamá e aumentam cerco a Maduro

As Forças Armadas dos Estados Unidos ampliaram neste sábado (30) sua presença no Caribe ao …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *