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Médico é condenado por afirmar nas redes que mamografia causa câncer de mama

VANESSA ORTIZ

DO TERRA

O médico Lucas Ferreira Mattos foi condenado por associar, sem comprovação científica, um aumento nos casos de câncer de mama ao exame de mamografia. A Justiça Federal de Minas Gerais determinou que ele apague todos os conteúdos com desinformação e o proibiu de divulgar novos que também contenham informações equivocadas sobre os procedimentos fundamentais para o diagnóstico da doença.

A sentença contra o médico, que acumula mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais, no último dia 29, um ano após a Advocacia-Geral da União (AGU) entrar com a ação civil pública.

O vídeo em que o médico falava sobre os “riscos” do exame acumulava quase 62 mil visualizações no Instagram e mais de 6 mil no Youtube, na época em que a AGU move o processo. Lucas é questionado por um seguidor sobre uma pessoa que fazia acompanhamento de dois cistos nos seios e o que poderia ser feito.

Na ocasião ele afirmou: “Uma mamografia gera uma radiação para mama equivalente a 200 raios-x, isso aumenta a incidência de câncer de mama por excesso de mamografia. Eu tenho 100% de certeza que seu nódulo benigno na mama é deficiência de iodo”.

Conforme a Advocacia-Geral, além da desinformação, o médico estava promovendo “diagnóstico de certeza”. Na decisão, o juiz federal Felipe Eugenio de Almeida Aguiar determinou que o profissional apagasse tais conteúdos de todas as redes sociais e o proibiu a publicação de novos conteúdos em suas redes sociais ou de terceiros relacionados ao uso da mamografia e os tratamentos contra o câncer de mama, que possam causar qualquer desinformação em relação ao tema.

Os conteúdos já não estão mais disponíveis nas redes. O Terra entrou em contato com a defesa de Lucas, mas não teve retorno até o momento.

Mamografia e câncer de mama
De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a mamografia segue sendo o principal exame para identificação precoce do câncer de mama, pois quanto mais cedo é feito o diagnóstico, maior é a chance de cura. Portanto, o exame é seguro, emitindo doses consideradas baixas de radiação, equivalente a aproximadamente duas vezes a de um raio-X comum.

Em setembro deste ano, o exame passou a ser recomendado “sob demanda” para mulheres de 40 a 49 anos no Brasil. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde como parte de um conjunto de novas recomendações. De acordo com a pasta, a mudança tem como objetivo ampliar a detecção precoce da doença e poderá ser adotada conforme a vontade da paciente e a indicação médica.

Até então, a recomendação era realizar o exame apenas em mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos, mesmo na ausência de sintomas. “Essa faixa etária concentra 23% dos casos da doença e a detecção precoce aumenta as chances de cura”, informou o ministério.

O câncer de mama é o mais comum e o que mais mata mulheres, no Brasil, com 37 mil casos por ano. Apenas em 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou aproximadamente 4 milhões de mamografias, que é considerado o principal exame de rastreamento para doença.

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