GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT
Um levantamento da organização SaferNet Brasil, divulgado nesta semana, revelou que Mato Grosso registrou 30 vítimas de deepfakes sexuais em instituições de ensino públicas e privadas. Todas as vítimas identificadas são mulheres, entre alunas e professoras. Com esse número, o Estado ocupa a segunda posição nacional em ocorrências, atrás apenas de São Paulo (51 vítimas) e empatado com Pernambuco.
As deepfakes sexuais consistem no uso de Inteligência Artificial (IA) para manipular o rosto de pessoas em vídeos ou fotos de nudez sem consentimento. Segundo a SaferNet, a prática configura violação de privacidade e da dignidade humana. O relatório completo da organização deve ser lançado no próximo mês.
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O estudo, iniciado em 2023, monitora notícias e contas on-line, apontando que as denúncias de crimes cibernéticos cresceram 28% no último ano. Na central nacional de denúncias operada pela entidade, já foram recebidos 264 links relacionados a esse crime, sendo que 125 deles continham imagens reais de abuso sexual infantil.
As investigações mostram que os grupos criminosos utilizam robôs de notificação, o aplicativo Telegram e fóruns na dark web para distribuir o conteúdo. A organização defende o banimento das ferramentas de automação e a “asfixia financeira” dessas redes, com o bloqueio de bens e rastreio de movimentações ilícitas para desmantelar a logística dos criminosos.
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