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Mapa de Risco: Flávio testa discurso moderado e acena ao mercado em pré-campanha






De volta a Brasília após agenda internacional, o senador Flávio Bolsonaro (PL) iniciou uma nova etapa de sua pré-campanha ao Planalto com um movimento calculado: combinar consolidação da base conservadora com acenos ao eleitorado de centro e ao mercado financeiro.

No Mapa de Risco, do InfoMoney, analistas apontaram que o processo de consolidação da candidatura já vinha ocorrendo desde o fim do ano passado, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o filho como nome da família para 2026. Desde então, pesquisas mostram convergência gradual dos números de Flávio ao patamar historicamente registrado por Bolsonaro entre eleitores evangélicos.

Segundo o analista político da XP, Victor Scalet, esse movimento já está em curso. “O processo de consolidação da candidatura do Flávio já aconteceu, e ele passa também por converter esse voto dos evangélicos”, afirmou. Nas últimas disputas presidenciais, Lula perdeu nesse segmento por margens que variaram entre 70% a 30% ou 80% a 20%, a depender do levantamento.

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Do discurso identitário ao econômico

Se a base religiosa é ponto de partida, o desafio agora é ampliar o alcance. Em suas primeiras declarações após o retorno ao país, Flávio buscou aproximação com o mercado financeiro e passou a enfatizar uma agenda de enxugamento do Estado.

Em artigo recente e em entrevistas, o senador defendeu o que chamou de “tesouraço” em gastos públicos, com corte de despesas consideradas desnecessárias, revisão de leis classificadas como obsoletas e combate à corrupção e à criminalidade. A retórica também inclui críticas à “interferência política em órgãos técnicos”.

Para o analista político da XP, Paulo Gama, a mudança de tom faz parte da tentativa de reduzir rejeição e se apresentar como alternativa viável fora do núcleo mais ideológico. “Agora não dá mais para adiar. Passado o carnaval, é o momento em que ele vai ter as ferramentas à disposição para tentar se mostrar como um candidato mais palatável a esse eleitor de centro”, afirmou.

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Equilíbrio interno e externo

Nem toda a cúpula do PL, porém, avalia que o foco deva ser o mercado neste momento. Há dirigentes que defendem prioridade à unificação interna e à resolução de acordos regionais antes de ampliar o discurso programático.

Ainda assim, a estratégia em curso indica que Flávio tenta repetir um movimento clássico de candidaturas competitivas. Manter a base mobilizada enquanto suaviza a imagem para ampliar o teto eleitoral.

O desempenho nas próximas pesquisas e a capacidade de manter a coesão do campo conservador serão determinantes para avaliar se o senador conseguirá transformar consolidação interna em competitividade nacional.

O Mapa de Risco, novo programa de política do InfoMoney, vai ao ar todas as sextas-feiras, a partir das 5h da manhã, no YouTube e no seu tocador de podcast preferido.

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