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Lula reage a críticas de Zema chamando-o de “falso humilde” e diz que eleição de 2026 será definitiva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), de “falso humilde” pelas críticas mais duras que têm feito recentemente ao governo federal, minimizou a chance de ele disputar a presidência da República em 2026. O petista ainda se colocou como forte apoiador do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como candidato a governador do estado.

Lula e Zema se alfinetam desde o início do terceiro governo do petista, mas as críticas se intensificaram neste ano e levaram o governador mineiro a anunciar que não participaria mais de eventos oficiais. Lula fará duas cerimônias nesta sexta (29) em Minas Gerais.

“O Zema é aquilo que a gente pode chamar de figura caricata, ele tenta ser algo que não é, um falso humilde. Tenta vender uma humildade que não tem. Tem uma hora que a gente vai ver o que as pessoas fizeram”, afirmou Lula em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte.

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Os ataques de Lula a Zema seguiram afirmando que o político mineiro pautou seus oito anos de mandato fazendo críticas ao ex-governador petista Fernando Pimentel (PT-MG), que governou o estado entre os anos de 2015 e 2018 e não conseguiu se reeleger. Zema costuma dizer que Pimentel destruiu as finanças de Minas Gerias por não conseguir pagar salários de servidores e fazer investimentos, principalmente por causa da dívida bilionária do estado com a União.

Fernando Pimentel conseguiu na Justiça, através de uma decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender o pagamento dos juros da dívida que, segundo Lula, teria dado fôlego e dinheiro a Zema para iniciar seu governo.

“O Zema entrou no governo com a decisão do STF e tendo dinheiro pra fazer. Agora, ele sabe. Se ele tiver 1% de honestidade dentro da cabeça dele, ele sabe que recebeu no meu governo mais dinheiro do que recebeu nos quatro anos do governo Bolsonaro e nos quatro anos do Temer (foram menos de 3 anos)”, seguiu Lula nos ataques ao político mineiro.

Lula ainda afirmou que se tivesse sido presidente durante a gestão de Pimentel, teria salvado o governo e o reeleito no estado.

“Eu não reajo às críticas dele, ele pode pleitear a candidatura aos cargos que quiser. […] Quanto mais candidato, melhor. Essas eleições presidenciais serão definitivas para o país, quem quer manter o estado democrático de direito no país ou quem quer a implantação da mentira nesse país”, completou.

“Pacheco meu governador”

Ainda comentando sobre a política local, Lula voltou a ressaltar seu apoio à candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao governo de Minas Gerais com a possibilidade de ter a prefeita de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte), Marília Campos (PT-MG), como vice. Embora o parlamentar ainda não tenha confirmado a pretensão, o petista afirma que ele será vencedor.

“Pacheco não está definido se será candidato a governador, mas é meu governador. Tenho certeza que vamos ganhar o estado com Pacheco, é só ele se dispor a ser candidato. Espero que teremos essa definição dentro de poucos dias”, disse o presidente.

Para Lula, a atuação de Pacheco no Senado em seus dois primeiros anos deste terceiro mandato foi de um “belíssimo trabalho” com “coragem” que “garantiu a manutenção do processo democrático desse país”.

“Eu acho que ele é hoje a figura política mais importante de Minas Gerais. […] Ele tem que tomar uma decisão, é importante. Quanto mais tempo demorar, mais outros vão ganhando espaço. Eu estou apenas dando palpite, um desejo meu. Mas, vai depender dele. Os adversários dele vão se desmanchar em pó”, completou Lula.

Por outro lado, o petista sinalizou que pretende ter dois de seus ministros no Congresso de novo, como Alexandre Silvera (Minas e Energia) candidato ao Senado e Macaé Evaristo (Direitos Humanos) na Câmara.

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