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Lula joga “gasolina na fogueira” em discurso contra Trump, avalia professor da FGV

No programa Última Análise desta quinta-feira (17), os convidados falaram a respeito das últimas manifestações de Lula, que subiu o tom no conflito com Donald Trump. Em evento organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), nesta quinta (17), o petista falou que ninguém vai interferir no país e ameaçou taxar as empresas de tecnologia americanas. E mais tarde, em pronunciamento em rede nacional, Lula classificou a taxação de Trump como “chantagem inaceitável”.

Já o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante fala a jornalistas no Congresso Nacional, ainda antes dos mandados de busca em sua casa nesta sexta (18), reiterou que é “vítima de injustiça”.

“Em vez de enxergar uma realidade geopolítica complexa e entender o que está em jogo, optamos por jogar ‘gasolina na fogueira'”, avalia o professor da FGV Daniel Vargas. Ele explica que o Brasil, representado por Lula, vai na contramão do mundo e cita exemplo da União Europeia, que vem tentando uma negociação pacífica com Trump.

Já o jurista André Marsiglia diz que a ameaça de taxar as big techs é uma falácia: “Não é verdade que elas não estavam pagando impostos. Elas não estão ‘clandestinas’ aqui no Brasil. Elas têm seus escritórios, com CNPJ funcionando”, afirmou. Ainda, Marsiglia diz que o petista ignora que, dentro das empresas, há milhões de pessoas trabalhando e que serão prejudicadas.

“No médio e longo prazo, vai ser muito difícil ele sustentar essa aparência de que está forte”, avalia o escritor Francisco Escorsim, em relação ao discurso de confronto de Lula contra Trump. Segundo ele, após a sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, poderá vir algo ainda mais impactante por parte do republicano.

STF, o grande negociador por trás de Lula

Em seu discurso, Lula afirmou também que “tentar interferir na justiça brasileira é um grave atentado à soberania nacional” e que, caso Trump fosse julgado aqui, pelos atos relacionados à invasão do Capitólio em janeiro de 2021, teria sido preso.

“Temos um governo que não para de pé sozinho. Se você não segura, ele cai. E quem faz isso é o STF”, diz Marsiglia. O jurista diz que, como a Corte não pode negociar com o americano, Lula é um porta-voz dos ministros no conflito com Trump.

“Hoje nós temos uma captura institucional pelo STF. É uma coisa muito mais grave. É um problema muito maior do que apenas Bolsonaro. É um problema de regime”, completa Escorsim. Ele cita como exemplo a omissão do Congresso Nacional diante da decisão de aumento do IOF. Ignorando decisão do Legislativo, Moraes, na última quarta-feira (16), considerou constitucional decreto do governo Lula que elevou o imposto.

Já em relação aos atos relacionados à invasão do Capitólio, o ex-ministro de Fernando Collor, também convidado do programa, Antônio Cabrera Mano Filho, comparou o caso com o 8 de Janeiro: “Os dois episódios mostram a distância entre as democracias. Todos os invasores de lá foram julgados pela primeira instância e tiveram a oportunidade de recorrer, ao contrário do Brasil”, lembra.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

 

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