sexta-feira , 16 janeiro 2026
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Lula critica taxação de Trump e diz que “mundo não quer xerife e não tem dono”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou nesta sexta (6) os ataques ao homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, por conta da taxação que vem sendo imposta a dezenas de países do mundo desde abril. Mais recentemente, ele elevou a sobretaxa a importações de aço a 50%, que atinge diretamente o Brasil.

Lula tem sido um forte crítico à taxação imposta por Trump, ora afirmando que vai adotar a reciprocidade com produtos americanos e ora dizendo que vai esgotar todos os mecanismos diplomáticos, além de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

“[O acordo entre a União Europeia e o Mercosul] é uma demonstração a quem está tentando derrubar o multilateralismo, a voltar a fazer o protecionismo, de que o mundo não quer xerife. O mundo não tem dono, cada país é soberano e, de acordo com a sua soberania, faz aquilo que quiser sem que ninguém de outro país dê palpite ou imponha taxação de forma desordenada a quebrar a harmonia de uma economia que já vinha funcionando bem”, disse ao final do Fórum Econômico Brasil-França, realizado mais cedo em Paris.

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O presidente brasileiro emendou a crítica afirmando que o mundo não aceita mais uma “guerra fria” de declarações e que o Brasil não quer disputar o comércio bilateral apenas com a China ou com os Estados Unidos ou com apenas um ou outro país europeu. Lula afirmou que quer manter negócios com todos, e que o mesmo deve ocorrer no sentido contrário.

“Nós não podemos ter o direito de ser donos do comércio mundial”, completou.

Ainda durante o discurso, Lula afirmou que tem viajado o mundo e que pretende continuar fazendo-o para ampliar as relações comerciais bilaterais, e que seus ministros de comércio e empresários devem viajar também para buscar novos mercados para os produtos brasileiros.

O petista emendou que, após a realização das reuniões do Brics, em Brasília, ele receberá visitas de Estado da Índia, do Egito e da Indonésia, e que os empresários e ministros precisam se preparar para fechar negócios com um mercado potencial de 1,7 bilhão de pessoas.

Ele completou afirmando que entende as alegações do presidente francês Emmanuel Macron sobre o acordo entre a União Europeia e o Mercosul referentes a reclamações dos agricultores do país, mas afirmou que a parceria será complementar e que ambos os lados sairão ganhando.

Repetiu, ainda, que pediu a Macron para “abrir o coração” e aceitar o acordo, que planeja concluir no segundo semestre durante a presidência rotativa do Mercosul.

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