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Líder opositora acredita que Venezuela pode realizar eleições em menos de um ano

A líder opositora venezuelana María Corina Machado acredita que poderia haver eleições democráticas na Venezuela em menos de um ano, embora ainda não tenha discutido o assunto com o presidente dos EUA, Donald Trump, segundo afirmou em entrevista ao portal Politico publicada nesta quinta-feira (5).

“Acreditamos que um processo de transição real com votação manual… todo o processo poderia ser concluído em nove ou dez meses. Mas, bem, isso depende de quando se começa”, declarou Machado, reconhecida com o Prêmio Nobel da Paz 2025 e que está atualmente nos EUA.

Desde a captura de Nicolás Maduro no ataque americano contra a Venezuela, em 3 de janeiro, a administração de Donald Trump estabeleceu relações com o regime interino da chavista Delcy Rodríguez, e afirma que o país está sob sua tutela.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou em janeiro perante o Senado que o objetivo final é alcançar uma Venezuela “democrática” por meio de “eleições livres e justas”, mas não detalhou prazos para essa transição que, em sua opinião, levará algum tempo.

Machado, que se reuniu com Trump em janeiro e o presenteou com sua medalha do Nobel, explicou ao Politico que não abordou um calendário eleitoral com o presidente americano, mas demonstrou otimismo em relação à realização do pleito.

“Temos uma cultura democrática, uma cultura democrática sólida. Temos uma sociedade organizada. Contamos com uma liderança legítima com grande apoio popular, e nossas forças armadas também apoiam a transição para a democracia”, disse.

As últimas eleições presidenciais foram as de 28 de julho de 2024, nas quais Maduro foi reeleito de acordo com as autoridades venezuelanas, apesar das acusações de fraude da oposição e de vários países, que reconheceram a vitória do candidato Edmundo González Urrutia, apoiado por Machado.

A líder opositora, que expressou o desejo de retornar à Venezuela o quanto antes, citou esse pleito como exemplo de que a sociedade venezuelana quer eleições livres.

“Se pudemos fazer aquilo em condições tão extremas, imagine agora, quando temos o apoio do governo dos EUA, quando as pessoas sentem que não estamos sozinhos”, destacou.

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