domingo , 8 fevereiro 2026
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Líder do PL acusa Lula de tratar evangélicos como “curral eleitoral”

A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o alcance de benefícios sociais entre evangélicos abriu uma nova frente de confronto político neste sábado (7).

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), reagiu publicamente e acusou o governo de enxergar o segmento religioso como base eleitoral a ser mobilizada por meio da máquina pública.

A crítica veio após discurso de Lula durante a celebração dos 46 anos do PT, em Salvador. Ao tratar da dificuldade de comunicação da esquerda com o eleitorado evangélico, o presidente afirmou que a maioria desse público recebe benefícios do governo e defendeu que partidos progressistas passem a dialogar diretamente nas periferias, sem depender da mediação de lideranças religiosas. A fala foi registrada por participantes do evento e repercutida nas redes sociais.

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Em resposta, Sóstenes afirmou no X que a declaração explicita uma lógica utilitarista na relação entre Estado e eleitores. Segundo o deputado, atrelar fé, voto e políticas públicas seria uma tentativa de “comprar consciência” e reduzir cidadãos a dependentes do governo. Para ele, o episódio reforça a estratégia eleitoral do Palácio do Planalto para 2026.

O embate ocorre num momento em que o governo busca reduzir a distância em relação aos evangélicos, grupo que ganhou peso nas últimas eleições e tende a se alinhar mais frequentemente a pautas conservadoras.

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