KARINE ARRUDA
DO REPÓRTER MT
O juiz Pierro de Faria Mendes revogou a prisão de Aline Valandro Kounz, esposa do policial militar Raylton Mourão. Ele confessou ter matado a personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, de 33 anos, em Várzea Grande, no dia 11 deste mês. A decisão pela liberdade foi dada no fim da tarde desta terça-feira (23), em audiência de custódia.
Segundo a assessoria do magistrado, Pierro levou em consideração o fato de a autoridade policial ter pedido a revogação da prisão, pois até o presente momento não foram colhidos indícios de autoria ou participação no crime. O Ministério Público também concordou com o pedido de revogação.
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Após dias foragida, Aline se entregou à polícia na manhã desta terça à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá na companhia de seus advogados. No local, ela foi ouvida pelo delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, que já havia informado ao 
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O esposo de Aline, o policial militar Raylton Mourão, também estava foragido desde o dia 11 de setembro, data em que o crime ocorreu. Ele se entregou à Polícia Civil acompanhado do seu advogado e da Polícia Militar no último domingo (21), por volta das 17h, ao se apresentar no Plantão 24h de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, em Cuiabá.
Em seu depoimento, Raylton confessou a autoria do crime, dizendo que saiu de casa para matar a personal trainer sem que sua esposa tivesse conhecimento do que ele estava prestes a fazer. Na ocasião, o PM citou que Aline é inocente e só fugiu porque ele havia pedido.
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Crime premeditado
Rozeli da Costa Sousa Nunes, de 33 anos, foi assassinada a tiros dentro do próprio carro na manhã do dia 11 de setembro, quando estava à caminho do trabalho. Ela foi surpreendida por uma dupla em uma moto por volta das 6h30 no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande.
O policial militar estava na garupa da moto, foi ele quem sacou a arma e, ainda com o veículo em movimento, atirou contra a personal, que não resistiu e morreu no local. Em seguida, a dupla fugiu.
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De acordo com a investigação da polícia e a confissão de Raylton, o crime foi motivado por uma disputa judicial em que Rozeli pediu uma indenização por danos morais e materiais no valor de R$ 24 mil. O montante era referente a um acidente de trânsito que ocorreu em março deste ano, também em Várzea Grande, envolvendo o carro da vítima, uma moto e um caminhão-pipa da empresa Reizinho Água Potável, de propriedade do PM e de sua esposa.
A personal foi morta 5 dias antes de uma audiência de conciliação entre ela, Raylton e Aline, que estava marcada para ocorrer no dia 16 de setembro. Aline deixou o marido e duas filhas pequenas.
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