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Justiça manda prender empresário que destruiu restaurante japonês na Praça Popular; veja vídeo

GUSTAVO CASTRO

DO REPÓRTERMT

A Justiça decretou a prisão preventiva do empresário José Clóvis Pezzin de Almeida, conhecido como Marlon Pezzin, por descumprimento reiterado de medida protetiva concedida em favor da ex-namorada. A decisão foi proferida pelo juiz plantonista Jean Garcia de Freitas Bezerra, no domingo (7). Até o momento, não há confirmação se o mandado foi cumprido.

No despacho, o magistrado destacou que o empresário ignorou a ordem judicial, mesmo após ser devidamente intimado, colocando a vítima em situação de risco contínuo.

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O representado descumpriu reiteradamente a medida protetiva de urgência deferida em 26 de novembro de 2025, demonstrando desprezo pela ordem judicial”, diz trecho da decisão.

Segundo o juiz, o descumprimento ocorreu poucos dias após a intimação, o que evidenciou que medidas cautelares alternativas à prisão se mostraram insuficientes. Diante disso, foi expedido mandado de prisão preventiva, com base na Lei Maria da Penha. 

Agressões e medidas protetivas

Marlon Pezzin é acusado de ter agredido a então namorada com socos, em uma residência no bairro Santa Marta, em março de 2022. Conforme o boletim de ocorrência, a vítima foi socorrida por amigas e encaminhada ao Hospital Santa Rosa, apresentando diversos hematomas no rosto e no corpo.

Imagens divulgadas à época mostram vermelhidão nas bochechas, olho roxo e marcas de agressão nos braços. Após o episódio, a Justiça concedeu medidas protetivas, que, segundo a decisão recente, passaram a ser descumpridas de forma reiterada.

À Justiça, Marlon alegou que sofre de distúrbios psiquiátricos e faz uso controlado de medicamentos. A defesa sustentou que, no dia das agressões, ele teria ingerido bebida alcoólica, o que poderia ter potencializado o efeito dos remédios, levando-o à suposta incapacidade de compreender o caráter ilícito de sua conduta. O empresário afirmou ainda não se lembrar dos fatos.

Após o caso, ele chegou a ficar cerca de um mês preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).

Histórico

O nome de Marlon Pezzin já aparece em outras ocorrências policiais. Em 2021, ele se envolveu em uma confusão em uma boate da Capital, onde foi acusado de agredir uma mulher com um soco. Na ocasião, conforme registros, ele ainda teria sacado uma arma e efetuado ao menos oito disparos em diferentes direções da Avenida Isaac Póvoas, antes de fugir.

Em janeiro deste ano, o empresário também esteve envolvido em um grave acidente de trânsito, durante um suposto racha na Estrada da Guia. Ele conduzia um Porsche amarelo e bateu na traseira de um Volkswagen Fox, dirigido por Gabriel de Paula Parabas Feitosa, de 20 anos, que foi socorrido e internado em estado grave no Hospital Municipal de Cuiabá.

Operação Hades

Marlon também foi um dos alvos da Operação Hades, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas, que cumpriu 307 ordens judiciais em 17 estados, sendo 79 mandados de prisão e 228 de busca e apreensão.

Em Mato Grosso, além dele, outras duas pessoas também tiveram mandados de prisão expedidos. As equipes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e Chapada dos Guimarães.

Segundo a Polícia Civil de Alagoas, a investigação teve início em março de 2021, conduzida pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco), para apurar a atuação de dois casais envolvidos em atividades ilícitas, ligados a facções criminosas e a um complexo esquema de lavagem de dinheiro.

Confusão no restaurante Haru

Em junho deste ano, Marlon foi indiciado por dano qualificado, tentativa de homicídio com dolo eventual e omissão de socorro, após destruir um deck em frente ao restaurante Haru Cozinha Oriental, na Praça Popular, em Cuiabá.

O episódio ocorreu no dia 24 de maio, após uma confusão iniciada dentro do restaurante, na fila do banheiro. Câmeras de segurança registraram o início da discussão. Após deixar o local, o empresário retornou em um veículo e colidiu propositalmente contra o deck do estabelecimento.

Por meio de nota, o restaurante afirmou que se tratou de uma situação isolada e que adotaria as medidas cabíveis.

Veja vídeos:

Mandado em vigor

Com a decisão mais recente, a Justiça determinou que José Clóvis Pezzin de Almeida seja preso e recolhido a uma unidade prisional, ficando à disposição do juízo. Após o cumprimento do mandado, a autoridade policial deverá comunicar imediatamente o Judiciário para a adoção das providências legais, incluindo audiência de custódia.


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