sábado , 17 janeiro 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

Julgamento de Bolsonaro ao vivo: STF julga ex-presidente e outros 7 réus

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (02) o julgamento do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus no processo que apura a suposta tentativa de golpe de estado.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, iniciou os trabalhos atacando o que teriam sido tentativas de interferência e pressão interna e externa aos magistrados da Primeira Turma, por grupos que ele chamou de “organização criminosa”. “[O STF] não aceitará coações ou obstruções no exercício de sua missão constitucional conferida soberanamente pelo povo brasileiro”, afirmou.

“No curso dessa ação penal, se constatou a existência de condutas dolosas e conscientes de uma verdadeira organização criminosa que, de forma jamais vista anteriormente em nosso país, passou a agir de maneira covarde e traiçoeira com a finalidade de tentar coagir o Poder Judiciário – em especial, este STF – e submeter o funcionamento da Corte ao crivo de outro Estado estrangeiro”, seguiu Moraes.

O magistrado ainda reforçou decisões que foram tomadas pela Primeira Turma na aceitação da denúncia, como a competência para julgar o caso e dos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e dele mesmo, que foram alvos de pedidos de suspeição.

Acusação da PGR

Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez um resumo das alegações finais apresentadas no processo. Ele citou a “defesa ativa da democracia” ao defender punição pela suposta tentativa de golpe. Usando adjetivos como “afrontas acintosas”, “belicistas”, “perversão” e “devaneios utópicos”, Gonet aprofundou a acusação contra o ex-presidente, afirmando que o julgamento da suposta tentativa de golpe é o momento em que a democracia no Brasil assume sua defesa.

Parte considerável da denúncia apresentada por ele está baseada na delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que chegou a ser alvo de questionamentos por omissão de informações no meio do caminho e desabafos de que estaria sendo coagido.

Além de Bolsonaro e do próprio Cid, são julgados o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; e os generais Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil. É a primeira vez na história do país que militares serão julgados em um tribunal civil.

O que vem a seguir

Depois das falas do ministro relator e do procurador-geral da República, os advogados apresentam as defesas. A primeira será a do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, coronel Mauro Cid, que é colaborador. As demais defesas irão falar em ordem alfabética dos réus.

Ao todo, o julgamento deste “núcleo 1” da suposta tentativa de golpe de Estado terá oito sessões da Primeira Turma divididas em cinco dias. Fazem parte dela o próprio Moraes, que é o relator, e os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que preside o colegiado. Eles votarão nesta ordem e a sentença é dada ao se formar a maioria – ou seja, três votos.

A aplicação das penas, no entanto, não é imediata e a execução começa apenas após o esgotamento de todos os recursos cabíveis. Também ainda há dúvidas se os réus, em eventual condenação, cumprirão as penas em presídios especiais, dependências militares ou mesmo prisão domiciliar.

A Gazeta do Povo transmite a segunda parte deste primeiro dia de julgamento, ao vivo. Acompanhe.

fonte

Verifique também

EUA fazem apreensão do sexto petroleiro sancionado perto da Venezuela

As forças militares dos EUA apreenderam nesta quinta-feira (15) o sexto petroleiro vinculado à frota …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *