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Juiz manda devolver celular de Chico 2000 e inquérito policial deve ser arquivado

VANESSA MORENO

DO REPÓRTERMT

O juiz eleitoral Alexandre Paulichi Chiovitti, do 1º Juízo das Garantias do Núcleo I do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), mandou devolver o celular do vereador Chico 2000 (Sem Partido) por não encontrar indícios de que ele tenha tentado comprar votos da presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), nas eleições de 2024. A decisão, publicada no último dia 4, ocorre no âmbito das investigações da Operação Rescaldo, deflagrada pela Polícia Federal em junho do ano passado.

De acordo com o advogado do vereador, Alaertt Rodrigues, o fato de não constarem ilícitos que justificassem o cumprimento do mandado de busca e apreensão contra Chico 2000 faz com que o inquérito policial instaurado contra ele seja arquivado.

Uma denúncia apresentada à Polícia Federal apontou que o vereador teria abordado eleitores que apoiavam Paula Calil, oferecendo vantagens indevidas para a obtenção de votos. Com isso, ele passou a ser investigado por compra de votos e difamação eleitoral.

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Na época em que a Operação Rescaldo foi deflagrada, Chico 2000 já estava afastado do cargo de vereador havia dois meses, pois foi alvo da Operação Perfídia, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um esquema de corrupção envolvendo o pagamento de propina para aprovação de projetos legislativos.

Ele e o vereador Sargento Joelson foram acusados de pedir propina a um então funcionário da HB20 Construções, responsável pela execução das obras no Contorno Leste. O pagamento seria uma condição para articular, na Câmara, a aprovação de um projeto de lei que possibilitou o recebimento de R$ 4.849.652,46, pagos pela Prefeitura de Cuiabá à empresa.

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À época, Chico 2000 era presidente da Câmara Municipal de Cuiabá e tinha influência sobre os demais vereadores e para determinar o que era ou não votado em plenário.

Os dois ficaram quatro meses afastados e retornaram às atividades em setembro do ano passado.

Atualmente, Chico 2000 está afastado das atividades porque, no dia 27 de janeiro, foi alvo de uma nova operação policial por suspeita de participação em outro esquema, desta vez de “rachadinha” e lavagem de dinheiro.

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De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil no âmbito da Operação Gorjeta, o parlamentar fazia o direcionamento de emendas ao Instituto Brasil Central (IBRACE) e à empresa Chiroli Uniformes, e parte do valor era devolvida a ele.

Também foram alvos dessa operação o presidente do IBRACE, Alex Jones Silva; o proprietário da Chiroli Uniformes e a esposa dele, João Nery Chiroli e Magali Gauna Felismino Chiroli; além dos servidores da Câmara Municipal de Cuiabá Rubens Vuolo Júnior, chefe de gabinete do vereador Chico 2000, e Joaci Conceição Silva, lotado no gabinete do vereador Mário Nadaf (PV).

O afastamento de Chico 2000 tem prazo de 60 dias.

Em razão dessas acusações, ele enfrenta dois pedidos de cassação na Câmara.

De acordo com a presidente da Casa, uma Comissão Processante pode ser aberta para que Chico 2000 possa se explicar.

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