Maria Tereza Freitas, mãe de Jorginho, era chamada de “Zico” no passado
Jorginho vai ter a chance de repetir Zico e ganhar uma Libertadores pelo Flamengo no próximo sábado (29), contra o Palmeiras. Pouca gente sabe, porém, que o volante tem uma “Zico” em casa. Maria Tereza Freitas, mãe do camisa 21 rubro-negro, foi atleta e tinha o mesmo apelido de Arthur Antunes Coimbra.
— Minha mãe sempre jogou futebol. Inclusive, a apelido dela pelo meu avô era Zico. Meu avô falava pra ela: “onde você vai jogar hoje, Zico?” Então, ela sempre jogou e ela é apaixonada por futebol. Depois que eu nasci, comecei a crescer, comecei a acompanhar ela em todos os jogos que ela ia, de fim de semana, sempre do lado dela, com a minha bolinha debaixo do braço. Às vezes o ônibus estava cheio e ela fala: “pô, o ônibus está cheio”. Eu falo: “não, vou em pé aqui do teu lado”. Aí ela ia sentada e eu ia em pezinho ali do lado dela, no colo dela —, disse Jorginho, à página da Libertadores.
— Eu sempre segui muitos passos dela, a vi jogar muito e aprendi muito com ela só de ver ela jogar mesmo, como ela se comportava em campo e ela também tinha essa característica de comunicação, de falar muito. Então, acredito que isso que eu tenho venha muito do que eu aprendi com ela também. Lógico que tem a parte técnica, a gente ia para praia, ela ficava jogando a bola para mim para eu dominar e aprendi muito. Para mim, ela sempre foi uma grande inspiração —, acrescentou.
MÃE DE JORGINHO ‘CORNETEIRA’?
Como a mãe de Jorginho tem propriedade para falar de futebol, o volante do Flamengo ‘sofre’ com as cornetadas da mãe. Inclusive, o jogador contou que chega a debater com Maria Tereza sobre o desempenho com o Manto Sagrado rubro-negro.
— Ela era 10, cara. Era 10 mesmo, batia falta e fazia bastante gol. Então, obviamente que… Uma dimensão muito menor (que Zico), mas meu avô acabou apelidando ela assim e depois se perdeu com o tempo, obviamente, mas ela me contou isso um tempo atrás. Teve um jogo que ela veio assistir aqui, agora não vou lembrar qual foi o jogo. E aí a gente ganhou bem, eu fiz um bom jogo e tal. Aí eu saio do jogo, encontro ela, a gente vai conversar e eu falei: “pô, o jogo foi bom, né” —, iniciou Jorginho.
— Primeira coisa que ela falou: “aquela bola lá e tal”. Falei: “pô, a gente ganhou, não tá bom, não?” Ela falou: “desculpa”. Mas ela dá bastante comentários, bastante conselhos que às vezes a gente acaba discutindo no bom sentido, o porquê disso, o porquê daquilo, o como foi, mas ela tem o entendimento dela. (Corneta) muito! Muito! Bastante, como todo torcedor também. E ela está ali, tem as opiniões dela como todo mundo tem, mas eu escuto, coisas que absorvem, que eu acredito que sim, coisas que eu não concordo e ela fica com a opinião dela e tá tudo certo —, encerrou.
NÃO DÊ MOTIVOS PARA CORNETADAS DA MÃE, HEIN, JORGINHO?
Jorginho terá a chance de dar orgulho para a mãe e para a Nação Rubro-Negra neste sábado (29), contra o Palmeiras, na final da Copa Libertadores da América. No Estádio Monumental U, em Lima, no Peru, os brasileiros vão tentar o tetracampeonato. A bola rola a partir das 18h (horário de Brasília).
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