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Irã nega cessar-fogo e diz que resgate de piloto seria manobra dos EUA para tomar urânio enriquecido

O regime do Irã alegou nesta segunda-feira (6) que a operação dos Estados Unidos que resgatou no fim de semana o piloto de um caça americano abatido por Teerã pode ter sido uma manobra de “distração” para tentar tomar depósitos de urânio enriquecido e inviabilizar o programa nuclear do país persa.

Segundo agências internacionais, a acusação (até agora não respondida por Washington) foi feita pelo porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, em uma coletiva de imprensa em Teerã.

“A possibilidade de que esta tenha sido uma operação de distração para roubar urânio enriquecido não deve ser descartada. No entanto, o que está claro é que o resultado desta operação foi um fracasso para o outro lado”, disse Baghaei.

Na sexta-feira (3), a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que um caça F-35 dos EUA foi abatido no espaço aéreo iraniano, na região da província central de Isfahan.

Os dois pilotos se ejetaram pouco antes da aeronave ser atingida e um deles foi resgatado em seguida, mas o segundo teve que se esconder numa região montanhosa e apenas no domingo (5) o presidente americano, Donald Trump, confirmou que ele foi resgatado.

Dados da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) apontam que o Irã possuiria atualmente cerca de 450 quilos de urânio enriquecido a 60%, material que, se enriquecido a cerca de 90%, seria suficiente para nove bombas nucleares, segundo especialistas.

Na entrevista coletiva, Baghaei negou que o Irã esteja disposto a aceitar um cessar-fogo, em meio a relatos da imprensa americana de que Washington e Teerã estariam conversando a respeito de uma pausa de 45 dias no conflito, iniciado em 28 de fevereiro.

“A negociação não é de forma alguma compatível com ultimatos, crimes ou ameaças de cometer crimes de guerra”, disse Baghaei, em referência à ameaça de Trump de bombardear infraestruturas de energia e pontes do Irã caso o estratégico Estreito de Ormuz não seja reaberto pelo regime até a noite de terça-feira (7).

O porta-voz alegou que um cessar-fogo significaria “uma pausa para reagrupamento e rearmamento com o objetivo de continuar o crime” e que o Irã exige “o fim da guerra imposta, juntamente com garantias de que este ciclo nefasto não se repetirá”.

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