segunda-feira , 6 abril 2026
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Investimento nas camadas de segurança para operar produtos de créditos no ecossistema condominial

RICARDO CHALFIN

O mercado imobiliário brasileiro atravessa um momento de consolidação estatística impressionante com um crescimento expressivo. Segundo dados do Secovi-SP, o sindicato que representa o setor, o mercado encerrou o último ano com um Valor Geral Vendido (VGV) de R$58,8 bilhões. Dentro deste cenário, os condomínios deixaram de ser meros agrupamentos de moradias para se tornarem potências econômicas. Apenas na capital paulista, esse ecossistema movimenta R$25 bilhões anualmente. Esse volume financeiro atrai, naturalmente, uma nova geração de produtos de crédito, mas traz consigo um alerta: a necessidade de camadas de segurança operacional inegociáveis.

No mundo das finanças condominiais, a confiança não é apenas um valor moral, ela é o ativo que viabiliza o negócio. Para operar crédito seja de antecipação de receitas ou financiamento de infraestrutura, não basta ter capital, é preciso inteligência de dados. A segurança eletrônica, que faturou R$14 bilhões no último ano, segundo a Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), tornou-se a espinha dorsal dessa confiança. Com um crescimento de 16,1% no setor, impulsionado pela Inteligência Artificial, que já está presente em mais de 60% das soluções da área, a segurança deixou de ser analógica para ser preditiva.

A primeira camada dessa segurança é a governança. Em um ambiente onde o faturamento é alto, mas a gestão muitas vezes rotativa, a validação jurídica de atas e o Know Your Customer (KYC) são as únicas defesas contra fraudes de identidade. Instituições que operam crédito precisam garantir que o tomador tem legitimidade jurídica e que a decisão foi tomada com transparência, algo que só a tecnologia consegue validar em larga escala.

A segunda camada reside na conformidade e proteção de dados. Com o avanço da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e a digitalização das portarias, o condomínio tornou-se um repositório de dados sensíveis de milhares de cidadãos. Instituições financeiras que investem em arquitetura de nuvem e criptografia de ponta a ponta não estão apenas cumprindo uma exigência legal, estão protegendo o próprio lastro da operação contra ataques cibernéticos e vazamentos.

A meu ver, o futuro do crédito condominial será dominado por quem entender que a tecnologia de segurança não é um custo, mas o alicerce da escala. O mercado está pronto para operações mais audaciosas e personalizadas, desde que as “muralhas digitais” acompanhem o volume dos investimentos. Só prosperarão os players que entenderem que, neste ecossistema, segurança tecnológica e saúde financeira são duas faces da mesma moeda.

Ricardo Chalfin é CEO e fundador da Wind Capital, empresa especializada em soluções de crédito condominial, que vem transformando o acesso a recursos financeiros no setor imobiliário e condominial, oferecendo crédito ágil, descomplicado e com desembolso em até 24 horas, permitindo que condomínios e fornecedores tenham um fluxo de caixa saudável e impulsionam projetos sustentáveis, obras e despesas operacionais.

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