DO REPÓRTERMT
Usuários de diversas regiões do Brasil enfrentaram dificuldades para realizar pagamentos e transferências via Pix ao longo da manhã deste sábado (07). A instabilidade gerou uma onda de reclamações nas redes sociais e um pico de queixas em sites de monitoramento. Instituições como Itaú e Nubank confirmaram o problema, atribuindo a falha a um fornecedor externo que impactou múltiplos bancos.
No início da tarde, o serviço começou a ser normalizado. O Itaú informou que, por volta das 14h, as transferências já estavam operacionais, embora ainda houvesse oscilações na emissão de comprovantes. Além do Nubank e Itaú, clientes do Santander, Inter e Bradesco também relataram problemas. Até o momento, o Banco Central, responsável pela infraestrutura do sistema, não detalhou as causas da falha.
Embora o sistema já funcione normalmente, o episódio acendeu o alerta para a dependência digital dos brasileiros. O Pix se consolidou como o principal meio de pagamento do país, mas o avanço rápido também trouxe desafios de segurança. Em 2024, as perdas por fraudes chegaram a R$ 6,5 bilhões e, em 2025, o sistema enfrentou o maior ataque hacker da história do país, com desvios estimados em R$ 800 milhões.
Recorde histórico
O Pix bateu recordes impressionantes em 2025, movimentando R$ 35,36 trilhões. Ao todo, foram 79,8 bilhões de transações ao longo do ano passado, um crescimento de 33,6% em relação a 2024. O volume de operações do Pix já supera, sozinho, a soma de todas as transações feitas com cartões de crédito, débito, boletos e cheques no Brasil. Diante dessa magnitude, o Banco Central passou a exigir que os bancos adotem regras mais rígidas para a devolução de valores em casos de golpes e falhas operacionais.
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