Dimitrius Dantas e Eduardo Gonçalves
O GLOBO
Dois terrenos do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho foram utilizados como lastro para que uma empresa captasse R$ 330 milhões do Banco Master. Os recursos foram, em seguida, direcionados a fundos de investimentos ligados à própria instituição financeira. Segundo os advogados do ex-atleta, ele não tinha conhecimento da emissão dos créditos e a operação imobiliária original já havia sido cancelada.
As investigações do Ministério Público Federal (MPF) apontam que o Master, por meio do Fundo City 02 — do qual o banco era o único cotista — concedia empréstimos para pessoas jurídicas que, na sequência, repassavam quase todo o montante a fundos administrados pela gestora de investimentos Reag. A exemplo do Master, a Reag foi liquidada pelo Banco Central.
Parte dessas operações começava com a emissão de títulos conhecidos no mercado como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Esses papéis são lastreados em créditos imobiliários — como parcelas de financiamentos de imóveis ou aluguéis futuros.
O objetivo principal é a antecipação de recursos: a empresa recebe o dinheiro hoje para construir a obra, e os investidores que adquirem o CRI recebem juros pelo capital emprestado.
Em agosto de 2023, a empresa Base Securitizadora, citada na investigação sobre o Banco Master, realizou a emissão de R$ 330 milhões em créditos para a S&J Consultoria. O lastro consistia em notas comerciais destinadas ao desenvolvimento de terrenos em Porto Alegre, incluindo duas áreas de propriedade do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho. Advogados do ex-jogador da Seleção e sócios envolvidos no empreendimento, entretanto, afirmaram à reportagem que o negócio não foi adiante. Continue lendo em O Globo.
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