quinta-feira , 12 março 2026
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Haddad confirma que deixará Fazenda para ajudar Lula na campanha à reeleição

O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, confirmou que pretende deixar o comando da pasta em fevereiro para atuar diretamente na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. Segundo ele, a participação política no processo eleitoral é incompatível com a função de chefe da equipe econômica do governo.

Haddad já vinha dando sinais públicos de que poderia deixar o cargo para ajudar na campanha de Lula, pelo menos, desde o início do ano. Havia a possibilidade de que ele se lançasse para algum cargo eletivo pelo estado de São Paulo, entre Senado ou governo. No entanto, pontuou que a atuação será na campanha lulista.

“Em primeiro lugar, manifestei o desejo de colaborar com a campanha do presidente Lula. E isso é incompatível com os requisitos da Fazenda. Não tem como colaborar com a campanha no cargo de ministro da Fazenda. Então, é nesse sentido que eu conversei com o presidente de que se o meu pleito for atendido de alguma maneira, de poder concorrer para a sua reeleição na condição de colaborador da campanha, uma troca de comando aqui seria importante”, afirmou durante a reunião ministerial realizada na manhã de quinta (18).

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Pela legislação eleitoral, ministros que pretendem disputar eleições precisam se afastar do cargo até o dia 3 de abril de 2026, mas Haddad disse que optou por antecipar a saída. O argumento apresentado é o de garantir uma transição organizada e permitir que o sucessor prepare medidas econômicas estratégicas no início do próximo ano.

Embora não tenha citado quem deve substituí-lo no comando da Fazenda, a expectativa é de que o secretário-executivo, Dario Durigan, assuma a pasta. A escolha, no entanto, dependerá do aval de Lula.

Ele ainda pontuou que deixou para anunciar a saída após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 e do projeto que reduz incentivos fiscais para tornar pública a decisão. Ele disse ter agido com cautela para não comprometer a consistência entre metas fiscais, Orçamento e LDO.

“Tomei muito cuidado de falar do meu futuro depois de aprovada a LDO e depois de aprovadas as medidas necessárias para garantir um Orçamento consistente”, afirmou o ministro frisando que a preocupação sempre foi assegurar que as metas fiscais pudessem ser cumpridas.

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