quinta-feira , 15 janeiro 2026
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Golpe do WhatsApp: como funciona, como se proteger e o que fazer após cair

DO REPÓRTERMT

O golpe do WhatsApp continua fazendo vítimas em Mato Grosso e em todo o país. A fraude funciona porque criminosos utilizam fotos reais, nomes verdadeiros e números de telefone de pessoas próximas para pedir dinheiro emprestado por Pix. Apesar de muita gente acreditar que esse tipo de golpe ocorre por distração da vítima, especialistas apontam que o problema está nas falhas de segurança dos aplicativos e no vazamento de dados pessoais.

Em MT, a Polícia Civil registra ocorrências todas as semanas, especialmente após casos de clonagem de celulares ou troca ilegal de chips. Criminosos aproveitam bases de dados vazadas, listas de contatos expostas e brechas nos sistemas de autenticação para se passar por alguém conhecido. Quando enviam a mensagem no WhatsApp, já possuem informações suficientes para parecerem legítimos.

Como o golpe funciona

A ação dos golpistas segue um padrão eficiente. Primeiro, eles utilizam a foto verdadeira da pessoa que estão imitando. Em seguida, enviam uma mensagem criando uma situação urgente, como problema de saúde, dívida inesperada ou transferência bloqueada. Pressionam por velocidade, pedem valores relativamente baixos, geralmente entre R$ 300 e R$ 1.500, e insistem que precisam do dinheiro “agora”. Logo após a transferência, eles desaparecem.

O crime só é possível porque muitas plataformas não exigem verificação mínima de identidade e porque a maioria dos golpes começa fora do WhatsApp, em vazamentos de dados, clonagem de chip e falhas de operadoras. Nesse contexto, não é falta de cuidado da vítima, mas um sistema vulnerável que permite a atuação dos criminosos.

Como se proteger

Medidas simples podem evitar prejuízos. A principal recomendação é confirmar a informação ligando para a pessoa real antes de fazer qualquer transferência. Ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp também reduz drasticamente o risco. Outra orientação é pedir alguma confirmação pessoal que só o contato verdadeiro saberia responder. Além disso, mensagens com tom de urgência devem sempre levantar suspeita: golpe que exige pressa quase sempre é golpe.

O que fazer após cair no golpe

Quem já foi vítima deve agir rapidamente para tentar reverter o prejuízo. O primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, seja presencial ou online. Em seguida, é necessário comunicar o banco para pedir o bloqueio urgente do Pix. Também é importante registrar reclamação no Banco Central e guardar todos os prints e comprovantes das conversas. Em Mato Grosso, já houve casos de bloqueio de valores quando a denúncia foi feita em até 24 horas.

Em algumas situações, o banco pode ser responsabilizado e obrigado a devolver o dinheiro, principalmente quando o golpe ocorreu por falhas de segurança, dados vazados, clonagem de chip ou movimentações atípicas que a instituição não bloqueou. Decisões judiciais em MT já determinaram ressarcimento nesses casos.

A orientação é clara: quem cai no golpe não é culpado, é vítima. Denunciar é essencial para que as plataformas, operadoras e instituições financeiras reforcem as medidas de segurança digital.

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