sábado , 28 março 2026
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Gilmar Mendes avalia que delação de Vorcaro pode ser "traque" jurídico, mas potencial explosivo na política

ANA JÁCOMO

KARINE ARRUDA

DO REPÓRTERMT

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, analisou com cautela os possíveis desdobramentos de uma eventual delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Embora tenha evitado antecipar conclusões sobre a validade jurídica do depoimento, o magistrado admitiu que o peso político das revelações é um fator que não pode ser ignorado no atual contexto do país.

Questionado sobre a expectativa em torno da colaboração de Vorcaro, Gilmar enfatizou a necessidade de separar a prova processual do barulho institucional. “A despeito do valor que isto venha a ter, é evidente que a gente não pode desprezar o impacto político que possa ter. São coisas que nós precisamos separar: o valor jurídico da repercussão política. É inegável que terá repercussão política“, declarou o ministro.

Gilmar Mendes relembrou que o Brasil ainda atravessa um processo de amadurecimento em relação ao uso de delações premiadas. Segundo ele, para que o dispositivo tenha eficácia jurídica, é indispensável que o delator apresente elementos inéditos. “A delação tem que ser de fatos ainda não investigados. Não venha me contar o que já está nos autos ou o que já está provado. Vamos aguardar o que vem de novo para fins de alguma conclusão“, pontuou.

Com a iminente delação de Daniel Vorcaro e o avanço das investigações sobre o Banco Master, o cenário político no país entra em estado de alerta. O esquema, que apura supostas irregularidades em empréstimos consignados e desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), já atinge figuras centrais do Legislativo.

Políticos e autoridades de alto escalão dos Três Poderes são citados em mensagens de WhatsApp extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

A lista de citados inclui o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente Lula (PT), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador de São Paulo João Doria.

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