A Polícia Penal de São Paulo instaurou uma apuração interna para identificar a origem do vazamento das fotos do empresário Daniel Vorcaro tiradas enquanto o banqueiro esteve detido no presídio estadual de Potim. Segundo a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Corregedoria da corporação acompanha a apuração, que visa responsabilizar criminalmente quem participou do vazamento.
“A Secretaria da Administração Penitenciária ressalta que os dados pessoais e as imagens de todas os custodiados no sistema prisional paulista são protegidos nos termos da legislação vigente e que não existem protocolos diferenciados para casos individuais”, diz a corporação, em nota.
A prisão do banqueiro durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, na semana passada, recolocou no centro do debate as suspeitas que se acumulam sobre sua gestão à frente do Banco Master.
Nas imagens, Vorcaro aparece com o cabelo raspado, algemado com uma cinta e vestido de uniforme e chinelo. Ele foi preso em São Paulo na quarta-feira passada e transferido para a penitenciária federal de Brasília dois dias depois.
Vorcaro chegou a capital federal na última sob forte esquema de segurança para ser transferido ao sistema penitenciário federal. A medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, após a Polícia Federal apontar riscos à segurança pública e à integridade física do investigado, caso ele permanecesse em um presídio estadual.
Na decisão que autorizou a transferência ao sistema federal, Mendonça afirmou que o caso se enquadra nas hipóteses previstas na Lei nº 11.671/2008, que permite a inclusão de presos provisórios ou condenados em presídios federais quando a medida se justifica por interesse da segurança pública ou do próprio custodiado.
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Investigação contra Vorcaro
O ponto mais sensível da investigação contra Vorcaro é a apuração de eventual conexão entre o capital que irrigou o crescimento acelerado do banco e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Polícia Federal investiga se parte dos recursos movimentados pelo grupo teria origem ilícita.
A suspeita elevou o caso ao STF e colocou o banqueiro sob investigação direta da PF.
Outro eixo da apuração envolve:
- Empréstimos considerados atípicos;
- Transações relâmpago com fundos da gestora Reag;
- Casos de rentabilidade extraordinária — um fundo teria registrado retorno de 10.502.205%.
Procurada à época, a defesa de Vorcaro disse que o ex-banqueiro não obstruiu o trabalho das autoridades ou da Justiça no caso Master e que colaborou com investigações.
Leia a íntegra da nota do governo Tarcísio:
“Polícia Penal do Estado de São Paulo instaurou procedimento apuratório para identificar a origem e responsabilizar o(s) envolvido(s) no vazamento das imagens citadas. A apuração é acompanhada pela Corregedoria da instituição. A Secretaria da Administração Penitenciária ressalta que os dados pessoais e as imagens de todas os custodiados no sistema prisional paulista são protegidos nos termos da legislação vigente e que não existem protocolos diferenciados para casos individuais.”
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