terça-feira , 27 janeiro 2026
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Flávio Bolsonaro promete a Netanyahu retomar relações comerciais com Israel

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez o compromisso, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de reavivar as relações comerciais do Brasil com Israel em 2027, caso seja eleito. Ele e seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), participam da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, no Knesset, o Parlamento do país. O evento iniciou nesta segunda-feira (26).

“Me comprometi a retomar integralmente as relações comerciais com Israel a partir de 2027, já que praticamente todas foram suspensas por questões ideológicas pelo governo brasileiro”, disse Flávio.

Em seu perfil no X, Flávio se disse honrado em se encontrar com Netanyahu. Ele classificou o combate ao antissemitismo como “uma responsabilidade de todos nós” e concluiu reafirmando seus laços com Israel: “Seguimos firmes, fortalecendo laços, defendendo valores e representando o nosso país com respeito e coragem.”

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Israel foi o primeiro país a celebrar acordo com o Mercosul

O Brasil exporta a Israel commodities como petróleo, carne bovina, soja e milho, e importa, entre outras coisas, equipamentos médicos e de defesa. O acordo entre o Mercosul e Israel, assinado em 2007, foi o primeiro do bloco com um país fora das Américas. Em meio à tensão ideológica entre Lula (PT), apoiador da instituição de um Estado palestino, e Netanyahu, o Brasil zerou, em 2025, as exportações oficiais de petróleo bruto para Israel.

Durante o telefonema desta segunda-feira (26) entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi tratado do convite ao Brasil para participar do conselho de paz proposto pelo líder americano. O petista manifestou o desejo de que o órgão foque apenas na guerra em Gaza e que preveja um assento para a Palestina.

Já Eduardo focou seu discurso nas questões ideológicas envolvendo a relação entre os países: “Não há justificativa para o Brasil, sob o governo Lula, se retirar da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Por que ele rejeita a educação sobre o Holocausto em nosso país, com a 2ª maior população judaica da América Latina? Qualquer pessoa com bússola moral sabe a resposta”, escreveu, em seu perfil no X.

Leia o discurso na íntegra

“Brasil e Israel compartilham uma longa e honrosa história. Em 1947, um diplomata brasileiro, Oswaldo Aranha, liderou a Assembleia Geral das Nações Unidas e ajudou a viabilizar a votação que criou o Estado de Israel.

O Brasil reconheceu Israel logo após sua independência. Por muitas décadas, nossos países trabalharam juntos como nações democráticas, na diplomacia, agricultura, tecnologia, segurança e inovação. Essa amizade se baseava em valores compartilhados: liberdade, democracia e respeito à vida.

Esse laço histórico foi claramente defendido sob o governo do Presidente Jair Bolsonaro. Como presidente, Bolsonaro não deixou dúvidas. Ele se posicionou ao lado de Israel em fóruns internacionais. Ele fortaleceu a cooperação entre nossos países. E deixou uma coisa muito clara: o Brasil se posicionou ao lado de Israel contra o terrorismo, sem desculpas e sem hipocrisia.

Infelizmente, esse legado foi quebrado. Hoje, o antissemitismo não é um problema menor. Não é apenas parte da história. É uma ameaça global real e crescente. A história nos ensina que o antissemitismo raramente se revela claramente. Ele se transforma. Ele se esconde. Ele usa novas palavras.

Hoje, muitas vezes se autodenomina antissionismo. Mas o objetivo é o mesmo:
negar ao povo judeu o que todas as outras nações têm — o direito a um Estado próprio, dignidade e segurança. Só existe um Estado judeu no mundo. Negar seu direito de existir não é debate político, é discriminação.

Os atentados de 7 de outubro mostraram essa verdade com muita clareza. O mundo viu a barbárie ao vivo. E, no entanto, em muitos lugares, não houve indignação, não houve apoio, houve silêncio e, em alguns casos, apoio ao terror.

Infelizmente, o Brasil se tornou um desses casos. Sob o governo do presidente Lula, a política brasileira sofreu uma profunda falha moral. Deixe-me ser bem claro: Lula é antissemita. Isso não é um slogan, isso não é exagero, isso se baseia em suas ideias, seus assessores, suas palavras e suas ações.

O principal idealizador da política internacional de Lula, seu principal assessor, Celso Amorim, escreveu o prefácio de um livro que elogia o Hamas e o apresenta como um grupo político normal. O Hamas não é um grupo de resistência, o Hamas é uma organização terrorista.

O mesmo grupo que matou famílias israelenses inocentes em 7 de outubro. Isso mostra que o que vemos hoje não é um acidente. Não é um erro, é uma ideologia, e essa ideologia não fica no papel. Ela se transforma em ação governamental. No início de 2023, o governo brasileiro permitiu que navios de guerra iranianos — de um regime que abertamente defende a destruição de Israel — entrassem em um porto brasileiro.

Após o massacre do Hamas em 7 de outubro, enquanto Israel ainda lamentava suas vítimas, Lula apressou-se em acusar Israel de agir de forma violenta e injusta. Quando cidadãos brasileiros deixaram Gaza em novembro de 2023, Lula aproveitou o momento não para condenar o Hamas, mas para atacar Israel. A partir de 2023, o Brasil votou repetidamente contra Israel nas Nações Unidas e em outros organismos internacionais.

Em fevereiro de 2024, Lula ultrapassou os limites morais ao comparar as ações de Israel ao Holocausto — uma declaração antissemita que insultou o povo judeu e minimizou o pior crime da história.

O Brasil, então, retirou seu embaixador de Israel, suspendeu a cooperação militar com empresas israelenses, apoiou falsas acusações de genocídio contra Israel em tribunais internacionais e se recusou a aprovar um novo embaixador israelense. Esses não são erros isolados, eles formam um padrão claro e intencional.

Senhoras e senhores, falo hoje não apenas como senador, mas como candidato à presidência do Brasil. Meu pai, Jair Bolsonaro, está hoje na prisão por perseguição política, não por justiça, mas as ideias não podem ser trancada e a verdade não pode ser silenciada. Sou candidato à presidência porque o Brasil precisa de uma reinicialização moral e estratégica.

Neste novo momento para a América Latina, os Estados Unidos, juntamente com democracias responsáveis, ajudaram a construir um novo modelo de cooperação internacional. Já temos exemplos reais desse novo caminho.

Os Acordos de Isaac, liderados pelo grande presidente argentino Javier Milei, são um passo histórico. Eles fortalecem os laços diplomáticos, econômicos e institucionais entre Israel e as democracias latino-americanas. E deixe-me dizer isso claramente, aqui e diante da história: se depender de mim, o Brasil assinará oficialmente os Acordos de Isaac em janeiro de 2027.

Devemos também reconhecer a forte cooperação entre os Estados Unidos e o Paraguai na luta contra o terrorismo e o narcotráfico na região da Tríplice Fronteira — uma área há muito utilizada para financiar grupos extremistas.

Isso demonstra uma verdade fundamental: para combater o terrorismo, precisamos que os países trabalhem juntos, compartilhem informações e tenham clareza moral. O Brasil não pode ficar em silêncio, oBrasil precisa escolher um lado. Nesta luta global, Israel está na linha de frente da democracia contra a barbárie.

Que fique bem claro: o Brasil deve estar ao lado de Israel, ao lado do povo judeu, ao lado das democracias que combatem o terror sem desculpas. A história observa, e a história não perdoa quem se cala.

Se Deus quiser, o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel.

Que Deus abençoe Israel, que Deus abençoe o Brasil.”

Atualização

Inserimos o discurso de Flávio Bolsonaro na íntegra

Atualizado em 27/01/2026 às 13:58


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