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EUA: renunciar às fronteiras da Ucrânia pré-2014 não é concessão a Putin, mas reconhecer “a realidade”

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, explicou nesta quinta-feira (13) que abrir mão das fronteiras que a Ucrânia tinha antes da anexação da Crimeia em 2014 não é uma “concessão” ao ditador russo, Vladimir Putin, mas um “reconhecimento das realidades do poder duro”.

“Simplesmente apontar para o realismo, como o fato de que as fronteiras não voltarão a ser o que todos gostariam que fossem em 2014, não é uma concessão a Vladimir Putin. É um reconhecimento das realidades do poder duro no terreno”, disse ele em uma entrevista coletiva após a reunião dos ministros da defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas, na Bélgica.

Hegseth fez essas observações depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, falou por telefone nesta quarta-feira (12) com Putin e o governante da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em um primeiro passo para acabar com a guerra de invasão no território ucraniano.

Falando de Washington, Trump disse no dia anterior que havia chegado a um acordo com Putin para que os dois países iniciassem “negociações imediatas” para acabar com a guerra na Ucrânia.

Hegseth afirmou nesta quinta-feira que o realismo “é uma parte importante da conversa que não tem existido suficientemente nas conversas entre amigos”. Ele também rejeitou a ideia de que ir à mesa de negociações agora significa fazer “concessões” a Putin.

“Qualquer sugestão de que o presidente Trump esteja fazendo algo diferente de negociar a partir de uma posição de força é, em sua essência, a-histórica e falsa. Temos o negociador perfeito na mesa, em uma posição de força, para lidar com Vladimir Putin e Zelensky. Ninguém vai conseguir tudo o que quer, entendendo quem cometeu a agressão em primeiro lugar. Mas eu desafio qualquer um a pensar em um líder mundial neste momento que, com credibilidade e força, possa trazer esses dois líderes para a mesa e forjar uma paz duradoura”, comentou.

O secretário confirmou que as negociações de paz sobre o conflito na Ucrânia estão sendo conduzidas por Trump e que “tudo está sobre a mesa” em suas conversas com Putin e Zelensky.

“O que ele decide permitir ou não permitir depende do líder do mundo livre, o presidente Trump, portanto, não vou subir neste pódio e declarar o que o presidente Trump fará ou não fará, o que estará dentro ou fora, que concessões serão feitas ou não”, analisou.

Segundo ele, a “prioridade máxima” de Trump é “um fim pacífico e diplomático” para a guerra na Ucrânia “o mais rápido possível, de uma forma que crie uma paz duradoura”.

O chefe do Pentágono afirmou estar “muito alentado” porque, segundo ele, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, garantiu que a aliança e os integrantes europeus desempenharão um papel.

Perguntado se o aumento de 5% do PIB nos gastos com defesa solicitado pelos EUA se aplicaria ao próprio país ou apenas aos aliados europeus e ao Canadá, Hegseth disse que “ninguém pode ou deve questionar o grau de disposição dos Estados Unidos para investir em segurança nacional”.

“Temos um orçamento de defesa de US$ 850 bilhões. Estou encarregado de garantir que cada dólar desse orçamento seja usado com sabedoria, e é por isso que estamos pressionando por uma auditoria do Pentágono e garantindo que cortemos a gordura para obter mais na ponta da lança”, explicou.

Ele também considerou os atuais 3,4% do PIB que os EUA gastam em defesa como “um investimento muito sólido, maior do que a maioria dos nossos aliados da OTAN”.

Além disso, enfatizou que gastar 2% do PIB em defesa é “um começo” para os aliados, “mas não é suficiente, nem 3% ou 4%”.

“Mais como 5%. Investimento real. Urgência real. Podemos falar o quanto quisermos sobre valores. Os valores são importantes, mas não se pode atirar nos valores. Não se pode atirar em bandeiras e não se pode atirar em discursos duros. Não há substituto para o poder duro”, enfatizou.

Além de pedir aos aliados europeus e ao Canadá que aumentem os gastos militares, ele considerou “fundamental” que os membros da Otan, incluindo os Estados Unidos, expandam sua indústria de defesa.

“A Otan é uma grande aliança, a aliança de defesa mais bem-sucedida da história, mas para ser resiliente no futuro, nossos parceiros devem fazer muito mais para defender a Europa. Precisamos tornar a Otan grande novamente”, afirmou. 

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