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EUA flexibilizam sanções contra o petróleo do Irã retido no mar para conter crise

O governo dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (20) flexibilizar temporariamente as sanções sobre o petróleo iraniano que já estava embarcado em navios, liberando assim a venda e a entrega deste material como medida para aumentar a oferta mundial de energia e conter a alta dos combustíveis em meio à guerra no Oriente Médio e às ameaças do regime islâmico no Estreito de Ormuz.

A flexibilização foi publicada pelo Departamento do Tesouro por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), que emitiu uma licença geral para o petróleo embarcado iraniano válida até 19 de abril.

Segundo o documento oficial, ficam permitidas as transações “necessárias para a venda, entrega ou descarga de petróleo bruto ou derivados de origem iraniana carregados em navios até 12h01 de 20 de março de 2026”, mesmo que essas embarcações estejam sujeitas a sanções. A licença também libera serviços indispensáveis para a operação, como atracação, seguro, abastecimento, reparos, registro, tripulação e outras atividades logísticas relacionadas ao transporte.

Conforme o texto divulgado pelo Tesouro, a flexibilização tem caráter limitado e não permite novas compras ou produção de petróleo iraniano, apenas a liberação de barris que já estavam em trânsito ou retidos no mar. O documento também mantém restrições para operações envolvendo países ou entidades que continuam sob sanções adicionais, como Coreia do Norte, Cuba.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou no X que a medida faz parte da estratégia do governo do Trump para evitar uma crise de abastecimento provocada pelo conflito com o Irã. Segundo ele, a flexibilização temporária das sanções contra o petróleo do Irã irá permitirá colocar cerca de 140 milhões de barris no mercado internacional.

“Atualmente, petróleo iraniano sancionado está sendo acumulado a preços baixos. Ao liberar temporariamente esse volume para o mundo, os Estados Unidos podem aumentar rapidamente a oferta global e aliviar a pressão sobre o mercado”, escreveu Bessent. Ele reiterou que a flexibilização é restrita ao petróleo que já estava em transporte e acrescentou que o Irã terá dificuldade para acessar os recursos gerados com a venda.

Na mesma mensagem, o secretário afirmou que a decisão não representa o fim da política de pressão econômica contra Teerã.

“Continuaremos mantendo a máxima pressão sobre a capacidade do Irã de acessar o sistema financeiro internacional”, declarou.

Nos últimos dias, o governo do presidente Trump já havia adotado outras decisões para ampliar a disponibilidade de energia, incluindo a suspensão temporária de sanções sobre petróleo russo já embarcado e mudanças nas regras de transporte marítimo para facilitar a circulação de petróleo dentro dos Estados Unidos.

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