segunda-feira , 23 fevereiro 2026
💵 DÓLAR: Carregando... | 💶 EURO: Carregando... | 💷 LIBRA: Carregando...

EUA barram regulação obrigatória de IA defendida por Lula e Macron

O maior acordo diplomático da história sobre inteligência artificial nasceu grande — mas sem muita força.

Neste sábado (21), 88 países assinaram na Índia um documento sobre IA batizado de “Declaração de Délhi”. O encontro, chamado de “Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial 2026”, reuniu chefes de Estado, executivos de tecnologia e representantes de entidades internacionais para discutir como o mundo deve lidar com uma tecnologia que avança mais rápido do que os governos conseguem acompanhar.

Mas o pacto só saiu do papel depois de perder qualquer caráter obrigatório. Em outras palavras: nenhum país será forçado a seguir o que assinou.

O afrouxamento aconteceu devido à resistência dos Estados Unidos, que rejeitaram a proposta de transformar o acordo em uma espécie de lei internacional para a IA.

O impasse só se resolveu quando ficou definido que as diretrizes seriam “voluntárias e não vinculantes” — um jeito técnico de dizer que cada governo pode seguir ou ignorar o combinado conforme sua conveniência.

Na prática, o maior pacto global já firmado sobre inteligência artificial virou uma carta de boas intenções.

Quem inova, manda

A divisão entre os países foi clara. De um lado, o presidente Lula, o francês Emmanuel Macron e o indiano Narendra Modi defenderam regras globais rígidas para evitar que a tecnologia seja usada de forma autoritária, concentre poder demais nas mãos de poucos ou provoque danos irreversíveis à sociedade.

Do outro lado, os EUA adotaram uma postura mais pragmática e, principalmente, estratégica. O chefe da delegação americana, Michael Kratsios, chegou a classificar as propostas de regulação mais duras como “cosméticas” e não escondeu o raciocínio de Washington — autonomia e poder no mundo moderno não vêm de restringir tecnologia, e sim de dominá-la.

A mensagem de Kratsios, um dos principais conselheiros de Donald Trump nessa área, é direta: quem lidera a inovação define as regras. No fim, prevaleceu o modelo americano.

O que diz o texto

Mesmo sem força legal, o documento traz propostas ambiciosas. Entre elas a criação de uma plataforma internacional para compartilhar protocolos de segurança e o compromisso de ampliar o acesso de países mais pobres à infraestrutura necessária para desenvolver IA.

O texto também dá prioridade a aplicações em áreas como medicina e agricultura. Além disso, prevê um plano para enfrentar os efeitos da automação em massa sobre o mercado de trabalho nos próximos cinco anos.

O evento na Índia contou com cerca de US$ 300 bilhões de dólares em investimentos e reuniu, durante cinco dias, alguns dos principais nomes da indústria de tecnologia global.  Entre eles Sam Altman, (líder da OpenAI, empresa por trás do ChatGPT), Demis Hassabis (neurocientista e CEO do laboratório de IA do Google) e Dario Amodei (cofundador da Anthropic, companhia criadora da ferramenta Claude).

fonte

Verifique também

Venezuela inicia libertação de centenas de presos políticos após aprovar lei de anistia

Um dia depois de sancionar a lei de anistia, a Justiça da Venezuela determinou, na …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *