Os EUA confirmaram nesta terça-feira (24) que, até o momento, não há conhecimento de vítimas americanas na violência desencadeada no México após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, e advertiu os cartéis sobre as “graves consequências” de ferir cidadãos americanos.
“No momento, não temos conhecimento de nenhum relato sobre americanos feridos, sequestrados ou mortos, e os cartéis de drogas mexicanos sabem que não podem tocar em nenhum americano, ou enfrentarão graves consequências sob o presidente, como já está acontecendo”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Ela reiterou em entrevista à emissora Fox News que a operação “realizada com sucesso pelas autoridades mexicanas” para abater El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), contou com a colaboração da inteligência americana.
“Isso não teria sido possível sem a liderança do presidente (Donald) Trump”, afirmou Leavitt, que lembrou que o governo designou os cartéis mexicanos como organizações terroristas estrangeiras e as “medidas letais” tomadas contra barcos que supostamente transportam drogas no Caribe e no Pacífico para deter o fluxo de substâncias ilícitas nos EUA.
De acordo com a porta-voz, Washington está “coordenando, cooperando e pressionando o governo mexicano para que faça mais para acabar com as drogas mortais que entram pela fronteira sul dos EUA”.
Centenas de turistas americanos ficaram retidos no oeste do México depois que a morte de “El Mencho”, no domingo, desencadeou uma onda de violência em várias cidades mexicanas, entre elas Guadalajara e Puerto Vallarta, esta última um dos principais destinos turísticos da América do Norte.
O líder do CJNG, uma das organizações criminosas mais poderosas da região, era o narcotraficante mais procurado do México. Ele foi morto durante uma operação do Exército mexicano em Tapalpa, no estado de Jalisco, no oeste do país. As autoridades mexicanas confirmaram que contaram com informações de inteligência americana.
Em reação à sua morte, criminosos desencadearam uma onda de violência em cerca de um terço dos estados do México, causando a morte de 25 militares, um guarda e um agente da Procuradoria Geral do Estado de Jalisco, assim como 30 membros do CJNG, segundo o balanço oficial.
As ações criminosas incluíram cerca de 85 bloqueios em rodovias federais, queima de veículos, ataques a postos de gasolina, lojas e bancos.
O governo mobilizou cerca de 10 mil militares nas ruas para tentar retomar a normalidade no país.
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