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“Essa cidade nunca mais vai ser a mesma”, diz delegado sobre assassinato de mãe e filhas

VANESSA MORENO

DO REPÓRTERMT

O delegado de Polícia Civil Bruno França, responsável pelas investigações do crime cometido por Gilberto Rodrigues dos Anjos, em Sorriso, prestou depoimento durante o julgamento do assassino, que ocorreu na quinta-feira (07), no plenário da 1ª Vara Criminal do município. Ele descreveu detalhes da fase inicial de inquérito, as atrocidades cometidas pelo réu e terminou dizendo “essa cidade nunca mais vai ser a mesma” e que “ninguém daquela casa vai ser a mesma pessoa”.

Em novembro de 2023, Gilberto assassinou Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos; Miliani Calvi Cardoso, de 19; Manuela Calvi Cardoso, de 13; Melissa Calvi Cardoso, de 10 e estuprou três deles. Ele enfrenta o júri popular pelos crimes de homicídio qualificado, estupro e estupro de vulnerável.

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Pelos crimes, ele foi condenado a 225 anos de cadeia. A sentença foi proferida na noite da quinta, pelo juiz Rafael Deprá Panichella, da 1ª Vara Criminal de Sorriso, após cerca de 10 horas de julgamento. 

Leia mais – Maníaco que estuprou e matou mãe e filhas em Sorriso é condenado a 225 anos de cadeia

Depoimento de delegado

Era por volta das 10h06 quando Bruno França começou a ser ouvido. Ele iniciou a sua fala respondendo ao questionamento do promotor de Justiça Luiz Fernando Pipino sobre como os fatos chegaram à delegacia e quais foram as primeiras providências tomadas.

Conforme o delegado, no dia 25 de novembro de 2023, segunda-feira de manhã, o Corpo de Bombeiros informou que haviam sido encontrados corpos de mulheres.

A princípio, ele acreditou se tratar de crime relacionado ao tráfico de drogas, mas quando chegou no local ficou em choque com a cena que viu. Imediatamente ele ordenou a proibição da entrada de terceiros até a chegada da perícia.

Já com a equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) no local, foi constatado que nada havia sido levado da casa e que a situação se tratava de crime sexual e feminicídio “cometidos de forma absurdamente violenta”, descreveu Bruno França.

Em seguida, com apoio da Polícia Militar, foi iniciada a busca pelo assassino.

Ainda segundo o delegado, havia uma infinidade de provas no local, como impressões parciais e marcas de chinelo. Sendo assim, ele foi até a obra que estava sendo executada na casa ao lado da casa das vítimas e, no caminho, foi interrompido por um jornalista, que estava com o celular em mãos dizendo que havia uma ligação para o delegado.

Bruno França pegou o celular e do outro lado da linha uma mulher disse a ele que seu marido trabalhava na obra e que quando ele e os demais pedreiros receberam a notícia do crime bárbaro que havia acontecido ao lado apenas um homem de camiseta amarela não havia expressado nenhuma reação, fato que causou estranheza. Giberto era quem usava a camiseta amarela.

Munido da informação, o delegado interrogou Gilberto e pediu o chinelo dele. Inicialmente, ele se recusou a entregar, mas devido à insistência de Bruno França, o assassino entregou o chinelo e foi então que ficou claro que era ele o dono das pegadas que haviam ficado na casa.

Em consulta aos antecedentes, a polícia constatou que se tratava de um criminoso com diversas passagens.

“A gente já tinha certeza de que ele era o autor e agora a gente sabia que era um criminoso em série”, disse o delegado.

Ao ser interrogado, Gilberto demonstrou frieza e disse que cometeu o crime porque estava drogado.

Antes de ser levado à viatura, o assassino pediu para não ser algemado, pois temia um linchamento. Sendo assim, ele foi escoltado até o carro da polícia sem o uso de algemas.

De acordo com Bruno, nos pertences de Gilberto foi encontrada uma calcinha limpa, o que o delegado acredita ter sido levada pelo assassino como uma “lembrança”.

Bruno França contou também que foi possível constatar que Gilberto analisou a rotina das vítimas antes de cometer o crime, pois da obra onde ele trabalhava conseguia ver parte do interior da casa da família.

“Ele monitorava a casa e aguardou que as vítimas estivessem em casa, em repouso, para entrar na casa”, relatou.

Segundo o delegado, após cometer as atrocidades, o assassinou se lavou no local do crime e tentou esconder vestígios.

Para Bruno França, a frieza e a “serenidade” que Gilberto demonstrou enquanto era interrogado por ele era uma “tranquilidade assustadora.

“Como se estivesse contando uma pescaria”, descreveu.

O delegado afirmou também que a perícia constatou que houve conjunção carnal com três das vítimas, exceto a menina de 10 anos de idade, mas que ela também foi vítima de abuso.

Por fim, Bruno França relatou que o crime não só foi premeditado por Gilberto, mas que o assassino também atuou para que não fosse descoberto, asfixiando a menina de 10 anos para que vizinhos não ouvissem o choro dela.


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