VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE) e tornou réu O empresário Alexandre Franzner Pisetta, de 42 anos, por lesão corporal qualificada e violência psicológica contra a ex-namorada Stephany Leal, de 21 anos. Ambos os crimes estão enquadrados na Lei Maria da Penha.
Além de receber a denúncia, a Justiça negou um pedido de revogação da prisão preventiva e manteve o agressor preso.
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De acordo com o Ministério Público, o inquérito policial contra Alexandre foi instaurado a partir de um boletim de ocorrência registrado no dia 22 de maio do ano passado, por volta das 21h30, em Cuiabá. O registro narra que o agressor, no contexto de violência doméstica e familiar, agrediu Stephany.
As agressões, segundo o MP, não se restringiram ao dia 22 de maio, mas ocorreram de forma progressiva e contínua ao longo do relacionamento, por meio de humilhações, xingamentos, ameaças, controle excessivo, ciúmes possessivo, ridicularização e limitação do direito de ir e vir, criando um ambiente de intimidação emocional e sofrimento psíquico para a vítima.
Ainda conforme a denúncia, ao longo da relação Alexandre passou a adotar um comportamento dominador e agressivo, submetendo Stephany a pressão psicológica constante.
O estopim ocorreu no dia 22 de maio, pois o comportamento agressivo culminou em novos atos de violência psicológica e agressões físicas. Nesse dia, Alexandre jogou a vítima contra a parede, deu vários socos e tapas no rosto dela, puxou-a pelo cabelo e tentou enforcá-la, deixando-a com diversos hematomas pelo corpo. Todas as agressões foram registradas por uma câmera de segurança.
A denúncia do MP contra o agressor foi assinada pelo promotor Anderson Yoshinari Ferreira da Cruz. Agora, o processo aguarda a apresentação de resposta à acusação por parte da defesa de Alexandre Pisetta.
O caso
Alexandre Franzner Pisetta foi preso no dia 3 de dezembro do ano passado, após a jovem Stephany Leal expor nas redes sociais as agressões sofridas por ela. Nas imagens, o homem aparece agredindo a vítima em mais de uma ocasião, inclusive sexualmente.
Nas publicações, a vítima revelou que havia sido ameaçada de morte com a foto de uma arma de fogo e questionou o fato de ele não ter sido preso antes, uma vez que já havia denunciado o caso outras vezes à polícia.
Após a prisão, o agressor passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida.
Ao final das investigações, ele foi indiciado por lesão corporal, injúria e violência psicológica. Contudo, os crimes imputados ao agressor foram contestados pela defesa da vítima, que pediu a inclusão do crime de estupro revelado em uma das imagens divulgadas por Stephany.
Apesar do pedido, o Ministério Público ofereceu denúncia apenas pelos crimes de lesão corporal e violência psicológica.
Desde a prisão, Alexandre já apresentou diversos pedidos de soltura à Justiça. Em um deles, o agressor chegou a escrever uma carta de próprio punho pedindo perdão à vítima. A defesa também apontou que ele possui transtorno de personalidade borderline e transtorno bipolar tipo 1, além de alegar que o réu sofre situações degradantes na prisão e corre risco de cometer suicídio.
Todos os pedidos foram negados, e ele permanece preso.
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