sexta-feira , 16 janeiro 2026
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Embaixada dos EUA compartilha entrevista de secretário de Trump com aviso ao Brasil

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil compartilhou nesta terça-feira (16) no X um trecho de uma entrevista do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que disse à Fox News que novas medidas contra o país, devido à condenação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro, devem ser anunciadas na semana que vem.

Na semana passada, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por acusações de tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022.

“Bem, a resposta é que o Estado de Direito [no Brasil] está se desintegrando. Há esses juízes ativistas, um em particular [o ministro do STF Alexandre de Moraes], que não apenas perseguiu Bolsonaro, por sinal, como também tentou realizar ações extraterritoriais contra cidadãos americanos ou contra quem postasse online de dentro dos Estados Unidos, e até ameaçou ir ainda mais longe nesse sentido”, disse Rubio, no trecho compartilhado pela embaixada.

“Portanto, haverá uma resposta dos EUA, e é isso; teremos alguns anúncios na próxima semana ou logo depois sobre as medidas adicionais que pretendemos tomar. Mas o julgamento é apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tem tentado atingir empresas americanas e até mesmo pessoas que operam fora dos Estados Unidos”, acusou Rubio.

Na semana passada, após a condenação de Bolsonaro, Rubio já havia falado no X que Washington responderá “de forma adequada”.

Antes da decisão do STF contra o ex-presidente brasileiro, uma tarifa de 50% na importação de produtos do Brasil imposta por Washington havia entrado em vigor em 6 de agosto.

O governo Trump mencionou como um dos motivos para a tarifa o processo contra Bolsonaro no STF. Entretanto, a taxa não foi aplicada para cerca de 700 produtos brasileiros, entre eles, suco e polpa de laranja e aeronaves civis.

No final de julho, o Departamento do Tesouro americano impôs sanções econômicas contra Moraes com base na Lei Magnitsky, uma legislação dos Estados Unidos que permite a Washington aplicar punições contra acusados de violação de direitos humanos e corrupção em todo o mundo.

Antes disso, o Departamento de Estado havia anunciado a revogação dos vistos de Moraes, de “aliados dele” no STF e seus familiares, que ficaram assim impedidos de entrar nos Estados Unidos.

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