sexta-feira , 30 janeiro 2026
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Disputa real da oposição em 2026 vai acontecer no primeiro turno, dizem analistas





A principal disputa da eleição presidencial de 2026 deve ocorrer antes mesmo do segundo turno. Essa foi a avaliação apresentada no episódio desta sexta-feira (30) do Mapa de Risco, novo programa de política do InfoMoney, ao analisar os efeitos da fragmentação da oposição e o surgimento de múltiplos nomes competitivos no campo da centro-direita.

Durante o programa, os analistas de política da XP, Paulo Gama e João Paulo Machado, destacaram que os números de segundo turno, embora relevantes, não capturam o centro da dinâmica eleitoral neste momento.

“A batalha que vai ser travada vai ser essa batalha para saber quem do lado da oposição chega ao segundo”, afirmou Paulo Gama, ao apontar que o primeiro turno funcionará, na prática, como uma prévia informal dentro do campo oposicionista.

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A leitura parte do diagnóstico de que a polarização segue estruturando o cenário, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantendo liderança nas pesquisas, enquanto diferentes nomes da direita aparecem competitivos quando testados individualmente. Segundo os analistas, isso não significa que todos tenham viabilidade equivalente, mas indica que o eleitorado que não se identifica com a esquerda está distribuído entre várias alternativas.

Nesse contexto, o segundo turno tende a ser menos decisivo do que o processo de consolidação de um nome único da oposição. “A discussão que vai precisar ser feita ali para frente é muito mais como é que se dá essa prévia dentro da oposição no primeiro turno, mais relevante do que a discussão de segundo”, pontuaram no programa.

Outro ponto relevante da discussão é o papel simbólico de quem conseguir avançar à etapa final da disputa. A avaliação é de que um eventual apoio de candidaturas de centro ou centro-direita no segundo turno pode ter peso político, ainda que não seja determinante do resultado.

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“Pode simbolizar mais ou menos o mesmo tipo de coisa” observado em eleições anteriores, afirmaram, ao citar alianças que ajudaram a construir narrativas de frente ampla, como o caso da hoje ministra Simone Tebet, que concorreu contra Lula no primeiro turno de 2022, mas se juntou à aliança petista para o segundo turno.

Assim, mais do que antecipar um duelo de segundo turno, o processo eleitoral de 2026 começa sendo definido pela disputa interna da direita no primeiro turno, que tende a concentrar as principais tensões políticas e a maior parte da atenção do mercado nos próximos meses.

O Mapa de Risco, novo programa de política do Infomoney, vai ao ar todas as sextas-feiras, a partir das 5h da manhã, no Youtube e no seu tocador de podcast preferido.

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