quinta-feira , 26 março 2026
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Dinamarca cobra explicações dos EUA após denúncia de interferência política na Groenlândia

A Groenlândia voltou a ser motivo de atrito entre Dinamarca e Estados Unidos nesta quarta-feira (27), quando o Ministério de Relações Exteriores dinamarquês convocou o encarregado de negócios da embaixada americana em Copenhague.

A medida foi tomada após uma reportagem da emissora pública dinamarquesa DR revelar que três cidadãos americanos, ligados ao presidente Donald Trump, teriam realizado operações de influência encoberta na Groenlândia. Segundo a reportagem, baseada em fontes anônimas do governo da Dinamarca, os três americanos viajaram repetidamente ao território para recrutar apoiadores da independência em relação a Copenhague e cultivar contatos políticos e sociais.

Os serviços de inteligência dinamarqueses (PET) confirmaram, em nota à DR, que a Groenlândia tem sido alvo nos últimos anos de campanhas externas para fomentar divisões internas.

“O PET acredita que isso pode ocorrer aproveitando desacordos existentes ou inventados, por exemplo, em relação a casos conhecidos, ou promovendo e reforçando certos pontos de vista na Groenlândia em relação ao Reino ou aos Estados Unidos e outros países com interesses na Groenlândia”, disse o órgão.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmou em comunicado nesta quarta-feira que “qualquer tentativa de se intrometer nos assuntos internos do Reino da Dinamarca é inaceitável”.

“Por essa razão, pedi a convocação do encarregado de negócios americano para uma reunião”. Em outra declaração, Rasmussen acrescentou: “Estamos cientes de que atores estrangeiros continuam a demonstrar interesse pela Groenlândia. Qualquer tentativa de interferir nos assuntos internos do reino será, evidentemente, inaceitável”, afirmou o chanceler.

Em maio, Copenhague já havia protestado após reportagens indicarem que Washington estava reforçando operações de espionagem na ilha. Na época, o Wall Street Journal revelou que o governo americano havia orientado agências de inteligência a identificar figuras locais que pudessem apoiar os planos de Washington para a Groenlândia.

O interesse dos EUA no território não é novo. Trump chegou a afirmar que queria “se apoderar” da Groenlândia por motivos de segurança nacional. Ele já havia tentado comprar a ilha em primeiro mandato, sem sucesso, e depois passou a dizer que iria “conseguir de uma forma ou de outra”, sem descartar o uso da força militar, segundo lembrou o jornal The New York Times.

A Groenlândia, com população inferior a 60 mil habitantes, é cobiçada por sua localização estratégica no Ártico e por suas reservas de minerais críticos. Durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, serviu como base para operações militares americanas. Hoje, abriga uma instalação remota dos EUA no norte da ilha.

Apesar das pressões, pesquisas recentes indicam que a maioria dos groenlandeses não deseja a incorporação ao território americano, embora parte da população manifeste interesse em conquistar a independência da Dinamarca.

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