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Costa Rica consolida guinada à direita com vitória de Laura Fernández nas eleições

A cientista política Laura Fernández, candidata do Partido Soberano do Povo, foi eleita neste domingo (1º) como a próxima presidente da Costa Rica, consolidando assim a guinada à direita do país.

Ela alcançou 48,5% dos votos com 88,4% das urnas apuradas, bem acima dos 40% necessários para vencer no primeiro turno. Em seu discurso de vitória, a eleita afirmou ser “uma democrata convicta” e “defensora da liberdade, da vida e da família”.

“Cabe a nós construir a terceira república. O mandato que me foi conferido pelo povo soberano é claro: a mudança será profunda e irreversível”, declarou Fernández de um palanque em frente a um hotel em San José, onde centenas de seus apoiadores estavam reunidos.

Entre suas propostas está a reconstrução do Judiciário e outras instituições estatais. Líderes de seu partido reconheceram que um de seus objetivos também é emendar a Constituição para permitir a reeleição consecutiva.

O Partido Soberano do Povo, de Laura Fernández, conquistou 30 das 57 cadeiras no Congresso, segundo resultados preliminares, mas precisará de consenso para implementar reformas significativas, que exigem maioria de dois terços no legislativo.

O segundo colocado no pleito foi Álvaro Ramos, candidato do Partido da Libertação Nacional (PLN), de centro-direita, que alcançou 33,3%. Segundo dados do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), a abstenção chegou a de 30,3%.

Quem é Laura Fernández, próxima presidente da Costa Rica

A conservadora Laura Fernández é cientista política e especialista em políticas públicas e governança democrática. Ela se tornou a segunda mulher a vencer a presidência na história da Costa Rica, seguindo os passos de Laura Chinchilla, do Partido da Libertação Nacional (PLN), de orientação social-democrata, que governou de 2010 a 2014.

Fernández foi nomeada ministra do Planejamento Nacional e Política Econômica (2022-2025) e, posteriormente, ministra da Presidência (2024-2025), onde moldou a agenda do governo em meio a profundas reformas.

Sua agenda política tem como foco novos investimentos em segurança e reformas no Judiciário. Uma de suas propostas defende o fortalecimento da segurança cidadã, com maior controle territorial e profissionalização da polícia.

A violência e o combate ao narcotráfico foram temas centrais das campanhas nestas eleições. Fernández prometeu expandir o uso de scanners de carga em portos, aeroportos e fronteiras terrestres, bem como promover operações regulares contra pistas de pouso clandestinas e pontos de descarga ilegal de embarcações usados ​​para o tráfico de drogas.

“Minha mão não tremerá na hora de tomar as decisões que precisamos tomar para restaurar a paz nos lares da Costa Rica, que estão cheios de pessoas boas. No meu plano de governo, propusemos a revogação das garantias constitucionais”, declarou Fernández em 26 de janeiro, durante o debate organizado pela Rádio Colômbia e pela Universidade Latina.

A candidata do partido governista afirmou que a revogação das garantias constitucionais está prevista na Constituição Política e que isso “permitiria, por meio de um procedimento especial e extraordinário, a remoção de criminosos identificados, seus bairros de residência e seus deslocamentos”.

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