quinta-feira , 26 fevereiro 2026
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Coronel Fernanda compara dono do Banco Master a abusador sexual: "É o nosso Jeffrey Epstein brasileiro"

FERNANDA ESCOUTO

DO REPÓRTERMT

A deputada federal de Mato Grosso, Coronel Fernanda (PL), criticou nesta segunda-feira (23) a decisão de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que desobrigou o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, de comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura descontos indevidos em benefícios do INSS.

A parlamentar afirmou que a comissão não pode aceitar que o empresário permaneça em silêncio e fez uma comparação com o empresário norte-americano Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de tráfico e abuso sexual de menores nos Estados Unidos.

“Não podemos permitir que este homem deixe de falar a esta comissão. Há indícios de crimes que vão além das acusações de lesar aposentados e pensionistas”, declarou.

Nos Estados Unidos houve um Jeffrey que abusou de crianças e adolescentes para obter influência no meio político. Estamos vendo aqui alguém semelhante, promovendo prostituição, festas e orgias em troca de favores políticos. Não podemos permitir que isso aconteça”, completou. 

Na mesma decisão, o ministro proibiu que Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar, se deslocasse à CPMI em jatinho particular, mas colocou à disposição a estrutura da Polícia Federal para viabilizar eventual comparecimento. A defesa do banqueiro, no entanto, não aceitou a alternativa.

Diante disso, Coronel Fernanda sugeriu que, caso o empresário não possa ir a Brasília, os integrantes da CPMI se desloquem até São Paulo.

Podemos ir a São Paulo. Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. Se a comissão não pode trazer o ‘Jeffrey brasileiro’, que é o Vorcaro, iremos até ele para buscar a verdade”, afirmou.

Investigação

A Polícia Federal investiga um suposto esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro envolvendo o Banco Master e seus executivos. O caso tramita no STF. A relatoria estava com o ministro Dias Toffoli, mas, desde 12 de fevereiro, passou ao ministro André Mendonça.

A mudança ocorreu após a PF identificar menções a Toffoli em dispositivos eletrônicos ligados a Vorcaro.

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