quarta-feira , 25 março 2026
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Copom considerou falta de “disciplina fiscal” do governo para redução menor de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) considerou as “incertezas sobre a estabilização da dívida pública” e o “esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal” como fatores de risco que podem elevar os juros no mercado. A análise foi uma das motivações do colegiado para uma redução tímida na taxa básica de juros (Selic), de 0,25 ponto percentual. A ata da reunião foi divulgada nesta terça-feira (24), explicando a alteração ocorrida na última quarta-feira (18).

O colegiado reconheceu a necessidade de sinalizar um ciclo de cortes, mas optou por adotar uma conduta restritiva, reduzindo o risco de aumento súbito na inflação. O órgão pede a harmonização entre política fiscal e política monetária.

Sobre a tensão no Oriente Médio, o Copom entende que esta não impede a redução de juros, mas exige cautela. Após a morte de seu líder supremo, Ali Khamenei, o Irã decidiu fechar o Estreito de Ormuz, rota por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial.

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Em pleno ano eleitoral e diante da ameaça de alta no diesel, o presidente Lula (PT) decidiu intervir na política fiscal: além de zerar ICMS e Cofins, o governo criou uma subvenção às produtoras, um pagamento para que elas mantenham a estabilidade nos preços. O custo aos cofres públicos pode chegar a R$ 10 bilhões.

O Copom ainda citou a presença de variáveis que “dificultam a identificação de tendências claras”, como a falta de sinais mais explícitos em dados sobre a atividade econômica.

“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,75% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, conclui a análise.

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