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Como a China usa ONGs de esquerda para difundir propaganda nos EUA?

O Congresso dos Estados Unidos investiga uma rede de ONGs de esquerda suspeitas de atuar como instrumentos de influência do Partido Comunista da China (PCCh). O esquema envolveria o financiamento de milhões de dólares para promover narrativas favoráveis a Pequim em solo americano.

O que as investigações do governo americano revelaram sobre essas ONGs?

Um relatório do Departamento de Estado aponta que a China utiliza ONGs, influenciadores e mídia estatal para manipular informações nos EUA. Grupos como Code Pink e People’s Forum são citados por promover conteúdos alinhados a Pequim, denegrir as instituições americanas e suavizar a violência de regimes marxistas, enquanto recebem recursos de doadores ligados ao regime chinês.

Quem é Neville Roy Singham e qual o seu papel nesse esquema?

Singham é um empresário americano radicado em Xangai que estaria por trás da chamada “Rede Singham”. Investigações indicam que ele investiu pelo menos US$ 100 milhões para estruturar essa rede de influência, utilizando empresas de fachada e fundos de doações para esconder a origem do dinheiro e financiar grupos ativistas que defendem os interesses chineses.

Quais são as principais organizações investigadas e o que elas fazem?

Além da Code Pink (feminista e anti-guerra) e do People’s Forum (formação marxista), a rede inclui o Party for Socialism and Liberation, a ANSWER Coalition, a BreakThrough News e o Tricontinental Institute. Cada entidade tem uma função: algumas mobilizam manifestantes nas ruas, outras treinam ativistas e as demais cuidam da divulgação das mensagens favoráveis à China na mídia digital.

Quais punições essas entidades podem sofrer na Justiça americana?

O ponto central é a Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (FARA). Se ficar provado que elas atuam politicamente em nome de um governo estrangeiro sem registro oficial, as ONGs serão obrigadas a declarar suas fontes de financiamento. O descumprimento pode gerar pesadas sanções civis e até responsabilização criminal para os envolvidos.

A estratégia de influenciar a opinião pública vai além das ONGs?

Sim. Foi descoberta uma rede de quase 80 sites que imitavam veículos de prestígio como The New York Times e The Guardian para publicar propaganda chinesa. Essa tática, chamada de “spamouflage”, usa perfis falsos e postagens coordenadas para dar aparência de credibilidade a notícias fabricadas pelo Partido Comunista da China.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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