A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para que ele receba a visita de deputados e senadores enquanto cumpre pena em Brasília. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados à condenação do ex-chefe do Planalto.
Segundo a petição, a defesa quer liberar o acesso de lideranças do Partido Liberal, incluindo o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, além de parlamentares alinhados ao bolsonarismo no Congresso. A lista apresentada inclui os senadores Wilder Morais (PL-GO) e Magno Malta (PL-ES), além dos deputados Hélio Negão (PL-RJ) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
O movimento ocorre em um momento de tentativa de recomposição política do entorno de Bolsonaro. Desde a prisão, a comunicação direta do ex-presidente com aliados ficou restrita basicamente aos filhos e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o que tem gerado ruídos internos e dificuldades de coordenação no campo bolsonarista.
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A ampliação das visitas também se dá após Bolsonaro formalizar, por carta, apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, gesto que reposiciona o ex-presidente como fiador político do projeto do filho, mesmo atrás das grades.
Visitas já autorizadas
Antes da decisão sobre o novo pedido, Bolsonaro tem visitas pontuais previstas. Nesta quarta-feira (28), ele deve receber o ministro do Tribunal de Contas da União Jorge de Oliveira e o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que havia obtido autorização judicial para um encontro na semana passada, cancelou a agenda, mas a visita foi remarcada para quinta-feira (29).
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A retomada gradual das visitas tem peso simbólico e prático, ao ajuda a reduzir o isolamento político do ex-presidente e a reconstruir canais de decisão em um momento em que o bolsonarismo discute sucessão, estratégia eleitoral e posicionamento frente ao governo Lula.
Condenação e local de custódia
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado após condenação por tentativa de golpe de Estado. Inicialmente detido na Superintendência da Polícia Federal, ele foi transferido no dia 15 de janeiro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.
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